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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dúvidas presidenciais

Porque será que o nosso presidente da República, o decano político português que há praticamente três décadas não arreda pé de cargos de responsabilidade, não pediu uma fiscalização preventiva do Orçamento do Estado para 2014, quando em 2012 o fez para o Orçamento do Estado para 2013 que continha normas constitucionalmente mais brandas? Para preservar, aos incautos, a sua (boa) imagem política, pois claro. Cavaco Silva exerce as suas funções presidenciais exclusivamente para alimentar a sua falsa imagem de sério, de competente e de clarividente político. Na prática, não temos um presidente da República. Temos, sim, um egocêntrico vaidoso que reside em Belém.

sábado, 8 de setembro de 2012

Cavaco, cidadão honorário?

cavaco-cabeceiras-refojos

A Câmara Municipal decidiu atribuir a Medalha de Ouro de Cabeceiras de Basto, a qual outorga a Cavaco Silva o título de Cidadão Honorário do Concelho de Cabeceiras de Basto, justificando a entrega com “os elevados serviços públicos que prestou e presta ao país”.
A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto decidiu atribuir a Medalha de Ouro do concelho ao actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. O agora cidadão honorário de Cabeceiras de Basto gizou e concretizou um dos mais duros golpes a este e aos concelhos vizinhos de Basto. Cavaco amputou o troço ferroviário da Linha do Tâmega, encerrado poucos dias depois de Cavaco Silva (primeiro-ministro de então) ter prometido em Celorico de Basto que não o faria sem que houvesse uma alternativa rodoviária. Hoje, nem comboio nem a realização da prometida (ninguém denuncia o contrato?) via rodoviária do Tâmega. A juntar a isso, Cavaco, que tem por obrigação estatuária defender a constitucionalidade (lembram-se do fervor, do rigor, da visão presidencial aquando a revisão dos Estatutos da Região Autónoma dos Açores?) de toda e qualquer lei oriunda da Assembleia, falhou no cumprimento do papel de defensor da lei fundamental e de Chefe de Estado ao promulgar o Orçamento de Estado para 2012. Posto isto, porque raio Cavaco Silva recebe uma das maiores honras concelhias? A memória histórica quer-se fresca e presente, e o que assistimos ontem é um triste episódio concelhio. Nem Cavaco, nem nós, merecíamos tal devaneio.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

lata

no discurso do dia da raça em castelo branco, cavaco silva não se frenou em referir a frágil condição do interior e o défice de produção agricola e industrial do país. o trágico diagnóstico veio somente da boca do primeiro-ministro que mais vendeu ilusões no jorro de dinheiros comunitários, que desmantelou a máquina produtiva portuguesa e de cujas políticas mais encostaram a riqueza ao litoral. a idade realmente é um posto.

quinta-feira, 10 de março de 2011

o discurso do presidente

as palavras de cavaco silva na tomada de posse para o segundo mandato podem mimetizar qualquer oratória libertária, música para o ouvido dos promotores da manifestação de dia 12, agora com foral presidencial. sobretudo quando apela ao "sobressalto cívico" que "faça despertar os portugueses", quando faz o elogio da meritocracia e aponta "limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos".

mas o discurso do presidente é tudo menos congruente com cavaco, também ele, e sem grande perdão, parte importante na origem da situação decrépita actual do regime. aliás, basta recordar as figuras proeminentes do governo cavaquista na gestão do bloqueio da ponte 25 de abril. mesmo assim, cavaco recebe os elogios mediáticos, legitima a moção de censura de louçã e afasta-se da zona de impacto dos protestos da "geração à rasca", arriscando-se a sair até como uma espécie de guia da revolução e de percurso de carreira intacto. ele é que não é parvo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

presidenciais 2011 | notas

Cavaco Silva / Comício no Porto

fado: a vitória de cavaco, o reeleito com a pior resultado e adesão em presidenciais, é incontestável, mesmo com os imbróglios electrónicos no acesso de muitos eleitores ao exercício do seu direito de voto. neste pequenito cavaquistão, o chico-espertismo e o compadrio é premiado pelo povo. afinal, este portugal que se tem é apenas o portugal se que quer.

juventude silenciosa: os resultados em arco de baúlhe imitam os resultados nacionais, mas na reeleição de cavaco à primeira volta estará certamente o afastamento dos jovens da democracia. na mesa 2 da assembleia de voto arcoense, dos eleitores mais recentes, a abstenção atingiu os 68%. em refojos, numa mesa com as mesmas características a afluência rondou os 20%. mas há um dado a considerar, para quem pôde correr as listas de descarga de voto, há uma juventude que está ausente do país pelo mau estado das coisas e que, por aí, nada pode fazer para muda-lo.

memória curta: de compreensão difícil as percentagens albanesas, em cabeceiras (62%) e nos restantes concelhos de basto, acima dos 70%, a premiar o primeiro-ministro que fechou a linha do tâmega e deixou uma região pendurada em promessas por cumprir. em arco de baúlhe, então, acho vergonhoso que cavaco consiga uma percentagem tão elevada (56%).

incoerência: a mesmo eleitorado que tanto desdenha os quase 20 anos de poder do actual presidente da câmara, parece não ver nenhum problema em praticamente 25 anos de cavaco silva com as mãos nas rédeas do país.

alegre ficou bloqueado por um casamento estranho entre o be e o ps, por aí uma sombra da candidatura sensação de há 5 anos. esse papel que muito bem serviu a fernando nobre que atingiu os 2 dígitos nas freguesias menos rurais do concelho de cabeceiras de basto, mesmo assim, talvez tivesse melhor resultado se fosse outro mandatário para o concelho.

coelho, que atinge quase 40% no seu arquipélago natal, consegue embaraçar o agora debilitado regime de alberto joão jardim. foi um segundo enfarte no miocárdio da madeira jardinista.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

o orgulho e a lata



este é o verdadeiro cavaco, tão ele, que até dá para corar. este domingo, lembrai-vos, gentes do vale do tâmega, deste "orgulhoso" primeiro-ministro.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

50 vezes, mais esta

Não é pelos meus lindos olhos que o presidente da união das Misericórdias apoia a minha candidatura.
Cavaco Silva, ontem em debate com Manuel Alegre

O presidente e candidato defende-se assim das acusações de Manuel Alegre, "50 vezes", de que este estaria a matar o Estado Social. No entanto, refugiar-se nas Misericórdias portuguesas, como se estas fossem parte do Estado Social, é desonesto e falacioso. As Misericórdias são instituições privadas. Fazem antes parte de um, digamos, "mercado do social", sempre prontas a lobbylizar os serviços públicos de saúde para fora das comunidades, aproveitando as lacunas para fazer lucro sobre as carências. Os hospitais das misericórdias mercantilizam, não são o Serviço Nacional de Saúde e pilar do Estado Social. São, por aí, parte interessada na sua destruição.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mudança





"com os mesmos homens, com as mesmas abordagens e com os mesmos raciocínios, não é possível chegarmos a resultados diferentes"
Fernando Nobre, citando Einstein, muito melhor que no primeiro debate e contra o Cavaco Silva - o candidato empoleirado do sistema, protegido e levado aos ombros pelos media e sondagens duvidosas. Esta frase marca o debate pelo simbolismo. (há que ver o debate na íntegra, com atenção na imparcialidade da moderadora, sem recurso aos habituais resumos construídos para favorecer um em prejuízo de outro) Se algum dia tivemos um candidato capaz de fazer estremecer o poder e o feudo, esse candidato é Fernando Nobre. Tudo o resto, reflexões sobre o estilo, é lateral. Cavaco Silva é uma demonstração macambúzia, sem novidade, um Salazar de cera inventado pelo regime para iludir o povo numa pobreza contente. Dia 23 de Janeiro, há oportunidade de fazer uma revolução positiva, sem montras partidas, nem gente açoitada. Façam favor de dar o devido uso ao poder da democracia.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Do Abjeccionismo

Cavaco Silva, que "entrou na cena política como o verdadeiro herdeiro" de Sá Carneiro, "procurando assumir o seu estilo frontal e sem cedências", acabou por transformar o PSD num partido "feito à sua imagem e semelhança: um partido tecnocrático, um catch all party, ou seja, um partido sem fronteiras, onde todos poderiam vir plantar a sua tenda, desde que aceitassem a liderança indiscutida do então primeiro-ministro, e assim ajudassem a conquistar votos e a manter suseranias". (...)

Entre 85 e 95, com duas maiorias absolutas, o então primeiro-ministro "aumentou o peso do Estado e apresentou-se como um líder autoritário, não permitindo a libertação da sociedade civil, como Sá Carneiro sempre defendera".
José Miguel Júdice, via Público


O antigo bastonário da Ordem dos Advogados tece estas reflexões sobre Cavaco, o primeiro-ministro, e ao mesmo tempo integra a comissão de honra da recandidatura de Cavaco, o presidente. Alguém me explique da congruência mental desta gente, se quer um Cavaco quer outro não deixam de ser o mesmo político "que olha para a sociedade civil com uma certa suspeição".

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Memória curta

tamega2

Os habitantes das Terras de Basto e vale do Tâmega - e tantos outros do interior - têm o dever de lembrar Cavaco Silva, o primeiro-ministro, na hora de colocar a cruz no boletim.

Nulidade

cavaco 01 © antónio pedro santos

O sacrossanto Cavaco Silva vai anunciar hoje a sua recandidatura. O mandato de "sua santidade" foi o pior de que tenho memória num presidente. As trapalhadas com o BPN e o seu querido afilhado Dias Loureiro, a crise dos mails e das escutas de São Bento a Belém, o discurso obtuso sobre o Estatuto dos Açores ou as considerações preconceituosas aquando da promulgação da Lei do Casamento Civil e do Divórcio a pedido, ou a persistente agenda do unanimismo do "centrão" em torno da preservação do feudo, dizem muito da bondade da personagem. (A isto se somam os péssimos mandatos como primeiro-ministro.) Cavaco Silva é, em suma, a demonstração de que a República não precisa de um presidente, muito menos de Cavaco.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mais uma e outra pergunta

Afinal o Presidente deixou o povo reeleger o Primeiro-ministro de um governo que espia, ou não? Se sim, como é que alguém tão irresponsável não se demite?

Uma pergunta, ou duas

Um Presidente pode demitir um Primeiro-ministro pela má "situação política". Quem é que demite um Presidente? O general Garcia Leandro?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Das Duas, Uma

Se em Belém há suspeitas fundadas para um "caso sério e grave", Cavaco Silva não pode ficar calado e permitir que se reeleja um primeiro-ministro de perfil orweliano. Se não as têm, e mesmo que as tivesse, independentemente do resultados de domingo à noite, ao Presidente da República só lhe resta uma solução: demitir-se, pela evidente falta de capacidade política.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Belémgate

Em vez de desfazer equívocos no mesmo dia em que o Público lançou a "encomenda", Cavaco Silva arrastou a paranóia a corroer o que restava da imagem do Governo e da Democracia Portuguesa. Se isso pode não dizer nada da neutralidade do Presidente da República, diz muito da sua incapacidade política. Com Fernando Lima a sair, resta saber o que Cavaco Silva ainda está lá a fazer.

segunda-feira, 9 de março de 2009

[copy-paste] O Outro Cavaco

Cavaco Silva

(...) não fosse enxurrada de dinheiro dos 10 anos pós-CEE, que deludiu Portugal em apartamentos e jipes, o seu mandato de primeiro-ministro tinha o dístico de uma tristeza assolapada como a cara dele. Deturpou os papéis do Estado no Mercado e nos serviços públicos, encerrou a ferrovia a torto e a direito, burocratizou, centralizou quando não litoralizou o investimento e deu a estocada final no interior, arruinando equilíbrios para um desenvolvimento sustentado do País.

Mais, se hoje nos agitamos com a falta de ética nas negociatas do Governo, de como se repetem nelas os nomes das mesmas empresas e dos mesmos gestores (alguns deles ex-governantes de ascensão chico-esperta, e outros notáveis benjamins partidários), devemos agradecer a Cavaco Silva a introdução desses guidelines na rotina da governação. [Ler Mais]

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Figuras a mais

Cavaco Silva diz que a reaprovação do Estatuto Politico-Admnistrativo dos Açores. após veto presidencial, causou um abalo no "equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República". Ora o problema resolvia-se bem: acabava-se com a figura do Presidente da República. Cargo, no meu entender obsoleto e paradoxal em democracia. Se a instituição mais importante - o Parlamento - não funciona, quem tem de julgar do seu mau funcionamento, não é uma figura una, são os eleitores, de 4 em 4 anos. O problema em Portugal, é que parece que ninguém se lembra disso. A epifania até resolvia os males da partidocracia que toda a gente lamenta.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Não dar Cavaco

Cavaco Silva está a provar ser um Presidente da República sem carácter, com filhos e enteados Se na questão dos Açores fez a feira de um discurso vazio à nação, no grave acontecimento da Madeira silencia-se de comentários justificando uma "a tendência para normalidade".Está visto: a Presidência de Cavaco é ela uma tendência para a anormalidade.