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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Das Contrapartidas

monte farinhaCUT

O novo presidente de Câmara de Mondim de Basto acredita no potencial turístico de uma albufeira a rodear-lhe a urbe, além de que espera contrapartidas. A junta de freguesia de Mondim, tão conformada quanto realista, discutiu o assunto no passado sábado. Não atendi ao evento mas abaixo estão duas boas contrapartidas que, com ou sem barragem, deviam mover os edis da região. Se tivermos de gramar com o empreendimento, então, não há desculpas do dinheiro que não havia antes. Este já foi adiantado pela eléctrica e é aqui que ,naturalmente, devia ser investido.

  1. Reabilitação da Linha do Tâmega: ~56 milhões €
  2. Via do Tâmega + Ponte (Mondim- Celorico - A. Baúlhe): ~80 milhões €

TOTAL: 136 milhões €
[Valor pago ao Estado pela EDP pela concessão do Fridão: 200 milhões €]

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Montanha Pariu um Rato

O Jornal O Basto [sem link], após análise do projecto no papel e in loco por 2 engenheiros civis, noticia que a Variante às EENN205/210, no seu viaduto de 700 metros, que tão desgraçada escara abriu na paisagem, vai ficar-se apenas por uma faixa de rodagem, em cada sentido. E verdade é que desta foto, tirada em cima do tabuleiro, não se consegue imaginar mais do que isso. Assim sendo, vai por água abaixo o argumento pombalino de tão propagandeado investimento.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Perguntas às quais 20 milhões de euros devem dar resposta...


1. De que forma ficam servidas as freguesias de Cavês, Pedraça, Vilar de Cunhas, Gondiães e parte de Riodouro?

2. Que desenvolvimento extraordinário trará uma Variante que tenha ficado por por trazer pelas infrastruturas como sendo Mercado Municipal, 2 Piscinas Municipais, Biblioteca, Casa da Cultura, escolas, 2 Parques Industriais, ProCom, etc...?

3. Que estudo de impacto ambiental suportou a movimentação de milhões de metros cúbicos de terra e o desvio de leito de rios e ribeiras?

4. Que resposta terão os comerciantes de Arco de Baúlhe a esta descentralização rodoviária? É desta que se unem numa Câmara de Comércio e debatem objectivos comuns? Vão ficar - como alguém dizia - apenas com a clientela de Pedraça, Vila Nune, Cavês e Atei?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A Variante vista em cima dela

Abaixo, as fotos da visita dos autarcas locais às obras da Variante às EENN210/205:



domingo, 27 de janeiro de 2008

Mais um Nó de Basto?

O Jornal O Basto noticia que a Câmara Municipal de Celorico de Basto vai tentar negociar com o Governo, em troca da perda das "urgências" do seu Centro de Saúde, a construção de um nó na auto-estrada A7 na zona da Lameira. Seguindo a lógica portuguesa das contrapartidas.

Não pondo em causa a legitimidade da exigência, cabe-me duvidar do dispêndio da coisa. É obra para servir uma míngua de gente, largada no meio de uma paisagem agreste e com pouco casario por perto. Provavelmente só justificada se se fizer uma (e mais uma) variante, que lhe escoe a saída e a entrada, desde o Rego, cá em cima, até à vila de Celorico, lá em baixo. Bem, uma coisa é certa: com a saída na Lameira ficam compensados os comerciantes do sexo, que tanto ficaram a perder com o trânsito desviado da EN206...

Só espero é que tal negociata não ponha em causa, e adie por mais uns anos, a conclusão da Via do Tâmega até Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto), cuja intenção já tem barbas. E brancas!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Da EN205 do Arco a Refojos, ou Cabeceiras (que não São Nicolau)

Respondo de bom grado ao anónimo que me pergunta no Post abaixo. Mas respondo aqui... Fosse candidato às Presidenciais Americanas e podia ser o Kucinich, o primeiro de sempre dos democratas (e republicanos) nas primárias a responder directamente às pessoas pelo youtube.

Realmente pensei que fosse obra para tapete novo de raíz, mas saiu-nos umas cavadelas e alcatrão por cima. Não está mal mas dá um aspecto de remendo. E com tantos buracos que lhe abrem de vez em quando, não admira que sejam forretas. Agora, com o aparato de máquinas e obreiros a alcatroar e a controlar o trânsito, também foi a maneira de termos uns semáforos no Arco.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Da viabilidade da Linha do Tâmega

A dicussão trazida e insistida pela CDLT está longe do discurso moderado e actualizado. Aliás, cheira a verborreia Garcia Pereiresca, condimentada de muito PREC, com papéis lançados nas ruas a borrar tudo. Já não bastava a porcaria que as pessoas fazem sempre que saem das lojas.


No entanto, a viabilidade da linha do Tâmega, que tanto reclamam a reabertura, é, na minha opinião, assunto a ponderar no futuro, muito forçosamente. Não o digo a curto, mas a longo prazo. Os transportes públicos ferroviários, aliás, tenderão a ser uma grande alternativa e opção nas exigências ambientais e logísticas da economia portuguesa, nos próximos anos. No entanto o traçado da Linha do Tâmega, teria de sofrer obras de modernização apreciáveis (devido ao seu estado avançado de degradação) e a sua sustentabilidade seria apenas possível mantendo 2 paragens para além de Amarante: em Celorico de Basto e Arco de Baúlhe(Cabeceiras de Basto). Por outro lado seria imprescindível a finalização da Via do Tâmega e de uma via rápida desde Celorico a Mondim de Basto.



Vejamos porquê: com apenas 2 paragens, em Celorico e Arco de Baúlhe, a viagem seria mais rápida e competitiva, fazendo frente às alternativas rodoviárias, menos seguras e em geral, muito mais caras. No entanto, para compensar os apiadeiros e estações sacrificados, as vias rodoviárias acima, facilitariam uma rede de autocarros (de Basto: de iniciativa privada ou pública acordada pelos concelhos) com horários compatíveis com os horários dos combóios, servindo as Sedes de Concelho de Mondim e Cabeceiras de Basto, e as populações em redor da Linha do Tâmega. Era certamente um investimento inteligente e visionário, com altos retornos económicos e sociais para a Região.


No entanto, esta é indissociável da modernização e reestruturação, no mesmo sentido, da via ferroviária desde Amarante ao Porto, previligeando uma Estação por cada concelho. É uma questão fulcral no desenvolvimento regional impedida e negligenciada pelo centralismo do sistema político, e portanto mostra da necessidade de um país urgentemente regionalizado.

sábado, 11 de agosto de 2007

Variantes e Perspectivas Variáveis VI : Cabeceiras do Ave

A rejeição ou negligência com a via do Tâmega não parece inocente. Na entrevista que Joaquim Barreto dá ao Primeiro de Janeiro é dito que "que Cabeceiras de Basto deixou de pertencer à unidade geográfica do Tâmega (rio que atravessa toda a região de Basto), para se integrar na NUTS III – Ave, passando a fazer parte da unidade geográfica do Ave."

Ora, isto mostra que Cabeceiras de Basto é cada vez menos de Basto e mais do Ave. Talvez por falta de consonância política - como tão pouco importasse fazer ajuntamentos com concelhos laranja. É portanto, também neste aspecto, um concelho autista. E torna-se lógico que uma variante do Tâmega não interessa a um concelho do Ave. Só não entendo a fantochada dos Fóruns entre concelhos do Tâmega ou então o papel da Probasto - para que serve? Pagar salários europeus a mais meia dúzia de burocratas?

E quê? É este o concelho que queremos? A portar-se como um enclave na região de um Basto encostado à parede?
Se calhar era melhor que se vendesse a estátua que se tem na Praça da República a Celorico ou Mondim. Ou então, a Ribeira de Pena que, não tendo Basto no nome, poderia tê-lo na Praça de frente aos Paços Municipais...
*
Adenda: Pelos vistos, o concelho de Mondim também abandonou a NUTS III do Tâmega e virou-se à do Ave. Estranho este entendimento - ai 'pera aí, aquele plano de combate ao desemprego no Vale do Ave. Que bem, mais subsídios...
E já agora, para onde estão virados Celorico e Ribeira de Pena? É assim? Uns para cada lado? É que quanto ao facto de Cabeceiras de Basto ter mais afinidade cultural, económica e social com Guimarães, Fafe e Braga só se for na cor política dos Presidentes de Cãmara. Basta ver a actividade económica, e afins, no sul do concelho para ver as afinidades que há com as outras gentes da Região de Basto. Enfim, paleio. Mas, lido essa notícia, até parece que alguém nos Paços lê este blog às vezes.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Variantes e Perspectivas Variáveis V

*
Pelos vistos o Professor Marcelo, engonhador de Domingo à noite, também concorda comigo na pertinência da conclusão da Variante do Tâmega
Pena que nestes anos de ligação à Assembleia Municipal de Celorico, e com governos laranja pelo meio, uma coisa de quase 17 anos continua em àguas de bacalhau.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Não bastavam as Boxes do Campo do Sêco...

... a nova variante vem oferecer uma pista de corridas à comunidade tuning cabeceirense. E, já agora, possibilitar a candidatura de Cabeceiras de Basto a cenário do Velocidade Furiosa 3.

sábado, 14 de julho de 2007

Variantes e Perpectivas Variáveis III

A Estrada que liga o Concelho de Cabeceiras a Celorico de Basto e Mondim é de terceiro mundo. E enquanto a Variante do Tâmega é ignorada pelas hipócritas relações interconcelhias, resta este suceder de curvas e contracurvas. E quem quiser poupar tempo por atalhos, pouco piores que o pesadelo da estrada principal em si, é um desafio à destreza da condução e aos sentidos todos com uma quantidade de carros e carrinhas que aparecem como cardumes de arenques entre quelhos metidos em vinhedos e aldeamentos esquecidos. Entretanto, para mero capricho megalómano e porque o contexto de governo o permite, esta paisagem de Santa Senhorinha Basto(em cima, clique para aumentar) vai ser borratada por um enorme viaduto de alcatrão e cimento...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Variantes e Perpectivas Variáveis II

uns posts atrás referia-me à discussão e à opinião de muita gente acerca da nova Variante às EENN206/210. É certamente incompreensível a histeria alegre da gestão camarária e prensa associada. O facto é este, e é lamentável, que organizando-se um Fórum do Baixo Tâmega por cá, as coisas entre os concelhos que o compõe são de uma total fachada de relações e ambições comuns. E é ridículo que se faça festa por uma obra caríssima como esta que, podendo ter uma utilidade discutível, não é nada prioritária, para além de inestética ambientalmente. Isto quando a Variante do Tâmega, essa sim altamente benéfica e que nos é devida desde a decadência do cavaquismo, não está sequer adjudicada. Enfim, perpectivas muito asnas e umbilicais de algum visionarismo camarário, pela Utopia da "cidade média".
Para que não façam da minha irritação um soneto de bota-abaixo, diga-se que eu acho extremamente chocante a forma como despacham obras e equipamentos para Arco de Baúlhe, como se dessem uma côdea de riqueza a um bebé birrento. É que sem contexto, nem ordem (de ordenamento!!!) para crescer, a Vila contra-ponto à Sede de Concelho definha cultural e economicamente, como um jardim espezinhado. As opiniões arcoenses construtivas continuam envergonhadas, e menosprezadas, como vaginas. Opiniões de arruaceiros, Sr. Presidente? Vai uma gargalhada?

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Do "País Basto": As Divisões e as Vias


É uma região encravada entre Minho e Trás-os-Montes e, por isso mesmo, nem é carne nem é peixe. Cabeceiras de Basto, Celorico, Mondim e Ribeira de Pena partilham cultura e culturas, dos pratos de vitela aos vinhos verdes (Sub-Região Demarcada), sotaques e paisagens ambíguas, como se o granito e as montanhas íngremes transmontanas se pintassem do verde minhoto. No entanto é como se não existisse. A relação autártica é escassa e por vezes politiqueira. São concelhos de costas voltadas, uns virados para o Vale do Ave, outros para o Baixo Tâmega, outros para o Alto Tâmega. E da linha ferroviária, sobra um museu na coroa, em Arco de Baúlhe, com espólio regional e parte do museu nacional da Refer, aliás sede também do Centro de Emprego de Basto.

É por aí, parte da desilusão. As vias que as ligam, tirando a A7 que rompe as entranhas do Nó de Basto até Ribeira de Pena, são o atrasadismo das curvas, que nem a paisagem perdoa. Da Variante do Tâmega à Ferrovia com o mesmo nome, desactivada no apogeu centralista do cavaquismo, oferecida em compensação, só se lhe conhece o traçado de Amarante ao Celorico de Marcelo. Este, que em 97, ofereceu-se em paleio num comício do PSD em Arco de Baúlhe e que não deve morrer de muitos amores por isto. A Via Rápida ficou por ali e mais afastados ficamos uns dos outros.



Entristece esta Região em velocidades diferentes e em direcções opostas. A Edilidade Mondinense, por teimosia e por um centralismo exacerbado no investimento, esquece que é importante finalizar a via que liga a ponte da Barca, sobre o Tâmega, de modo a haver uma ligação de qualidade, rápida e segura, entre aos pólos urbanos cabeceirenses e ao próprio nó de Basto, logo ali ao lado. E urgente é também ligar Mondim a Celorico por uma via larga e de seguida, terminar a Variante do Tâmega, ligando-a de seguida à variante de Arco de Baúlhe, prevista para descongestionar a vilazinha estenosada pelas ruas estreitas e um trânsito viscoso. Tão simples, e proveitoso, quanto isto:



quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Perpendiculares ao Confuso

O começo de 2007 vai surgir em Arco de Baúlhe com uma certeza: vai haver variante à Nacional 210! Ou 206... Bem, de momento não me recordo. De qualquer modo é à estrada Nacional que, do Nó Viário ou d'A Rotunda (finalmente oficializada como tal), liga qualquer vila e lugarejo de Cabeceiras, Celorico ou que seja, à auto-estrada que dá acesso ao Litoral e a Espanha - el desarrollo por supuesto.

E de onde vem a necessidade que obrigou tal engenho apendicular de betão, viadutos e asfalto?
Vem da confusão e das filas que se acumulam em horas de ponta (é verdade, há-las por cá) e doutros tantos perigos e inconvenientes derivados de tal pára-arranca e fusíveis queimados de paciência esgotada: "leva-se mais tempo do cruzamento para Refojos às Portagens, que das últimas a Fafe", diz o povo em parábola ou hipérbole, ou em qualquer outra figura de estilo entretanto desarrumada no armário empoeirado da memória.
Eu esperimentei-a hoje. Mas não se resolve o problema de mais nem de menos com uma simples variante que, a desfigurar paisagem, só escoa carros de São Nicolau e Refojos à Faia e Santa Senhorinha, e claro, os camiões da Industria montada no eixo Lameiros-Olela. Que é daqueles que vêm de Cavez, Pedraça e Lugares a Este, se por ventura esbarrarem com Festas e manifestações outras da dinâmica fisiológica da arcoensalidade? Continuam a emperrar em paredes de gente e o basqueiro de Carnavais e Procissões na transitória transformação pedonal do Nó Viário?
Ora, serão urgentes outras alternativas que escoem os irritados condutores e restantes desejos expansionistas da expeculação imobiliária para quem a Avenida Cap. Elísio de Azevedo, a principal artéria da vila - e com aterosclerose acrescente-se - é de momento a única e estreita opção. É urgente que se abram novos arruamentos e que se cumpra mais cedo possível o Plano de Urbanização, será urgente então a sonhada Alameda e a Rua Nova que lhe finda os pés e que será uma (outra) variante ao nó viário, para que se possa seguir por ali, directo de este para oeste e daqui virado a norte e ao outro extremo da Variante maior.

sábado, 11 de novembro de 2006

Variantes e Perspectivas Variáveis


Os resultados são claros e inequívocos, quase que vinculativos, mas a verdade é que, somados os (parcos 17) votos e percentagens, 76% dos participantes nesta mega consulta são contra a construção da variante entre o nó da auto-estrada e a zona industrial de Lameiros, em Refojos. Mais, destes 76%, cerca de 53% preferiam que se concretizasse finalmente o Plano de Urbanização de Arco de Baúlhe, que poderia, por ventura, descongestionar por si só, com novos arruamentos e uma verdadeira avenida (finalmente!!!), o tal trânsito que chega em enxurrada do nó da auto-estrada, escoando-o para as restantes freguesias do concelho.
Mas não. A verdade é que, apenas para servir uma zona industrial (ok, também para a construção do novo centro de emprego e Palácio da Justiça), o concelho de Cabeceiras recebeu uma soma enorme do PIDDAC que se vão traduzir em grande parte numa variante que vai rasgar para além da paisagem em si, partes de Arco de Baúlhe, Faia e Santa Senhorinha, cruzando a estrada nacional 206 e outras municipais de alguma importância, sem servir estas freguesias nos seus lugares mais importantes.É o mesmo que dizer que uma nova perspectiva de mobilidade e de desenvolvimento lhes passa à frente do horizonte e pior, lhe estorva a vista.
No entanto diga-se, ironias com resultados em amostras de sondagem à parte, a verdade é que o processo de Urbanização de Arco de Baúlhe cujo o Presidente da Junta tanto anseia na entrevista que deu a um dos Jornais locais, será um importante, senão o passo marcante, no desenvolvimento harmonioso e descentralizado do concelho. E diga-se porquê: é que não adianta encher de equipamentos importantes (Piscina, Biblioteca e outros edifícios públicos e comunitários) uma freguesia estenosada- este termo é muito médico- ou mesmo garroteada sem perspectivas de expansão. Só a abertura de novos arruamentos, bairros e espaços públicos será o verdadeiro balão de oxigénio para uma atrofiada e limitada perspectiva de crescimento e justificará os investimentos referidos atrás e que foram entretanto feitos. Qualquer jogador mediano de SimCity 4 sabe isso...
Variantes adiante, lanço outra questão, mais ao gosto de toda a gente: Devem as Câmaras Municipais financiar os clubes de futebol locais?
Eu, pelo menos, opino que Não!