O País vive a agitação perturbadora da guerra dos boys e girls do centrão. Nas entranhas do funcionarismo público e do sistema de favores, é o peristaltismo dos 30 cães ao osso. Disputam-se os narizes empinados e o desfile dos manda-chuvas. Ao alto de São Bento, qual torre de marfim na sua viril D'erecção de Poder, os senhores sobem grandiosos da verdade suprema e caem como pigméus mentirosos. Sucedem-se exércitos laranja e rosa de incompetentes, dizem as novas e velhas imprensas, e de pactuadores da vigência, dotados do dom da in-democracia. Ensaiam diferenças e ressabiam-se em pequenas lutas. Nas escolinhas aos centrinhos de saúde é a lutinha pelo lugarzinho que "já foi meu". Batalhinhas deste país pequenino, onde o sentido de estado é a cíclica inversão da cadeia alimentar dos orcs do aparelho.
sábado, 30 de junho de 2007
Alterações Climáticas
O Clima Económico agravou-se em Junho. O Verão continua por vir.
Etiquetas:
Economia,
metereologia
terça-feira, 26 de junho de 2007
sexta-feira, 22 de junho de 2007
28.000€
... é, em números redondos, o correspondente ao Orçamento Anual da Junta de Freguesia de Arco de Baúlhe, com cerca de 2200 habitantes, e que mal serve para as despesas que a casa gasta. A saber: limpeza de ruas e logradouros, arranjo de muros e caminhos, iluminação pública, algum asfalto e encalcetamento de ruas, apoio financeiro e em material às colectividades locais e instituições de ensino básico e pré-escolar. E pouco mais daqui se pode tirar. Apre então para as promessas, que se não forem negociadas com a edilidade, são música para quem quiser arrotar qualquer bairrismo pela boca fora.
Ora, o Atlético Cabeceirense recebe em apoios com dinheiros públicos, via Cãmara Municipal, sensivelmente o dobro do correspondente ao que a Junta de Freguesia de Arco de Baúlhe dispõe. O Desportivo, a jogar em casa na casa de qualquer um - porque do novo campo de jogos e indemnização da AENOR, ninguém sabe nem ninguém pergunta - recebe quase tanto quanto a junta da mesma terra.
E para quê? Para financiar baboseiras e patetices, futebol com pouca gente de dentro e uma catrefada de jogadores de para lá da Lameira, formação que nem dela se ouve falar nem tão pouco se nota e um estádio com relvado para pavonear e bancadas cheias de ninguém.
Não, só pelo dinheiro que entra e pela impunidade da má gestão que lhe dão, mais vale largar umas caralhadas e concorrer a presidente destes clubes de poetas tontos...
Etiquetas:
Cabeceiras de Basto,
Dinheiro,
Freguesias,
Futebol
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Hospitalzinho de Aldeia
Balofa, que se diga, a mentalidade portuguesinha de saúde. Essa da extravagância para lá das possibilidades e da ignorância inconsciente. É como quem exibe carro topo de gama sem cama de jeito onde dormir e sem saber conduzir. Assim se, exige na fartazana, a abertura dos serviços médicos ou de atendimento permanente toda a santa hora, não vá o miúdo espirrar ou doer o coto. 
Há esta ideia instalada, de que tudo é caso de vida ou morte, que todo o consultório aberto de noite, com um médico enremelado, é um serviço de urgência.

Há esta ideia instalada, de que tudo é caso de vida ou morte, que todo o consultório aberto de noite, com um médico enremelado, é um serviço de urgência.
Enganam-se os defensores exaltados que enchem as televisões e praças da vila com uma transpiração verborreica de monstruosidades. Enganam-se, quando insuflam, os caciques locais, do dom abençoado do discurso pleno de razão, do presidente da junta ao edil camarário - que nem que a não tenham, não gaguejam . Verdade esta: os "postos", de verdade, são pontos de emperramento do raro, mas urgente, doente a arfar por quantas tem, da coronária isquémica e a dor irradiada ao braço, do que se lhe baixou as beiças e se lhe desfigurou a cara, dos de pernas e restantes membros partidos ou cortados, alvejados e politraumatizados, dos envenenados e dos que esperneiam cólicas lombares e abdominais.
As "urgências" do hospitalzinho de aldeia são triagem de engonha, só servem para destabilizar o doente em vez de o estabilizar - porque o funcionário da secretaria está estremunhado e vai mandando a boquinha no seu hálito de saliva seca, porque o médico se vai recompondo do alheamento narcoléptico da ciência e enfermeira se distraiu com as televendas. Engonham, porque quase sempre são os mesmos, e tirando este ou aquele que lá chegou morto, é mais uma febre de merda e uma tosse, ou então porque não têm que fazer. Entretanto o doente urgente, engonha e engonha, e daí a nada se estatela morto ou rebentado por dentro.
No hospitalzinho de aldeia - ai se nos o tiro' -não há nada para além da fantasia, ali não pode haver salvação possível porque ali não a há. Nos hospitaizinhos de aldeia não pode haver internamento que não seja o da paliação. Ali não há acesso a especialidades, a serviço de imagiologia e análises serológicas, hematológicas, o que seja. É antes, uma exibição de cuidados especializados quando não o são, é mais um poço de sustento para umas horinhas extras e uns trocos do horário nocturno, porque na verdade não passam de apeadeiros de burocracias, antros de falsa segurança, ovo de Colombo para a histeria provinciana.
As "urgências" do hospitalzinho de aldeia são triagem de engonha, só servem para destabilizar o doente em vez de o estabilizar - porque o funcionário da secretaria está estremunhado e vai mandando a boquinha no seu hálito de saliva seca, porque o médico se vai recompondo do alheamento narcoléptico da ciência e enfermeira se distraiu com as televendas. Engonham, porque quase sempre são os mesmos, e tirando este ou aquele que lá chegou morto, é mais uma febre de merda e uma tosse, ou então porque não têm que fazer. Entretanto o doente urgente, engonha e engonha, e daí a nada se estatela morto ou rebentado por dentro.
No hospitalzinho de aldeia - ai se nos o tiro' -não há nada para além da fantasia, ali não pode haver salvação possível porque ali não a há. Nos hospitaizinhos de aldeia não pode haver internamento que não seja o da paliação. Ali não há acesso a especialidades, a serviço de imagiologia e análises serológicas, hematológicas, o que seja. É antes, uma exibição de cuidados especializados quando não o são, é mais um poço de sustento para umas horinhas extras e uns trocos do horário nocturno, porque na verdade não passam de apeadeiros de burocracias, antros de falsa segurança, ovo de Colombo para a histeria provinciana.
Etiquetas:
Política,
Portugal Desperdiçado,
Saúde
terça-feira, 19 de junho de 2007
[camisas anti-balas]
"O grupo onde a incidência de HIV-SIDA cresce mais rápidamente são as mulheres heterossexuais abaixo de 30 anos"
Democratelite
No outro dia, na revista NS do Jornal de Notícias, testemunhavam os únicos deputados sobreviventes da primeira Assembleia Constituinte do pós-25 de Abril. Às páginas tantas revelava um que, na altura, poucos acreditavam numa democracia parlamentar representativa.
E pelos vistos ainda não acreditam, a julgar por uma classe de deputados reduzida a um espectro de doutores de lei com o dom do paleio, economistas resingados, engenheiros de coisa nenhuma e filhos do feudo político de 800 anos. Mulheres, muito poucas ainda, e portugueses, do Portugal real, raros como linces da Malcata.
Etiquetas:
Democracia,
Política
sábado, 16 de junho de 2007
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Carne Picada para o Molho à Bolonhesa
O recente ataque tresloucado e desesperado de um aluno, com evidentes desequilíbrios mentais, a um professor da Escola de Direito da Universidade do Minho é a amostra atabalhoada da indefinição de Bolonha: cursos reduzidos e reestruturados, com evidentes e maiores dificuldades e os mesmos problemas de sempre.
Verdade é que os alunos não foram bem informados e o debate foi simplesmente ignorado. Aliás, como qualquer reforma que se faça neste país, não se vá a discussão prolongar e se tornar demasiado aborrecida e obrigar a que não se faça nada, como quem birra a localização e a construção do Aeorporto - que se fosse na Ota ninguém queria mas, se for em Alcochete, é uma ejaculação de vivas!
Ora, voltando ao ensino Superior do Minho, as associações e colectividades académicas variaram da apatia da AAUM ao extremismo de alguns entregadores de flyers anarquistas que, infelizmente, nunca souberam moderar a agressividade e o tom terrorista dos meios. Os fins foram um pouco de nada, à imagem da dimensão insignificante da influência da Academia minhota e do seu bailadode vaidades regional, para não dizer provinciano, dos sucessivos presidentes das mesas e orgãos executivos.
Quanto a Bolonha, a avaliação que lhe faço - porque muito pouco me afecta, na arrogância da tradição e peso clássico de Medicina - é que, para além de aumentar a trabalheira desnecessária e dificultar a possiblidade de sucesso dos trabalhadores-estudante, é uma forma de reforçar, ainda que ridiculamente, o financiamento das Universidades. É que poucas Ordens reconhecem a licenciatura reduzida a 3 anos, obrigando os licenciados a complementá-la com um mestrado pago com propinas duas vezes mais elevadas. E neste país de Berardos e pobres, a ironia é que o dinheiro dos últimos nem dá para comprar facas em condições.
terça-feira, 12 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
domingo, 10 de junho de 2007
Jotinhas
A JSD de Cabeceiras de Basto contribuiu recentemente para a participação cívica e o debate da juventude cabeceirense no que diz respeito aquilo que de melhor poderão dar para o seu próprio futuro com a realização de um... Torneio em Playstation...
Ora, assim se formam os líderes de amanhã nas suas convicções e coerências ideológicas. É que, entre as 2 principais Jotas, do concelho a diferença será marcada sobretudo na apetência para o Pro-Evolution Soccer ou para o Counter-Strike... Ficamos todos mais descansados...
Etiquetas:
Cabeceiras de Basto,
Jotas,
Política
sábado, 9 de junho de 2007
Intriguice Medieval
O desconforto madrieleno e lisboeta com o entendimento Galego com o Norte de Portugal está patente nas recentes queixas de um responsável pelas relações exteriores do governo regional galego. A Euroregião da Galiza-Norte de Portugal origina um comportamento altamente "aberrante" e sem paralelo noutros países europeus.
A Madrid não interessa deixar fomentar uma cooperação que lhe ameaça a unidade castelhanista e a Lisboa - para além de se marimbar com o interesse dos do Norte - não interessa arranjar complicações com o Governo espanhol. Resta apenas uma apatia estranha e um desinteresse português dominante, o centralista, sobre uma questão essencial no desenvolvimento cultural, ciêntifico e económico do Noroeste peninsular. Para além de nauseabundo, é revoltante este complot entre os governos e orgãos de poder da península, os mesmos que, claramente, influenciaram nos bastidores a recusa da UNESCO na Distinção do Património Galego-Português.

Fora isso, por cá, em Arco de Baúlhe, realiza-se a primeira Feira Medieval (8 e 9 de Junho). E ontem contou-se com a presença de um dos melhores representantes desses laços fundadaos pela Galécia medieval: o Padre Fontes que enfeitiçou com uma Queimada - um cocktail e uma bebida branca de categoria, diga-se!
Etiquetas:
Arco de Baúlhe,
Cultura,
Galiza-Norte de Portugal,
Política
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Das Incongruências do País: Casamento Civil
Num País com um dos Códigos Civis mais modernos no mundo falta-lhe a emenda de um direito que deve ser de todos: o Casamento Civil. Na Costituição está cravado o artigo que defende que não pode haver qualquer discriminação em função de crenças, raça, sexo ou orientação sexual de um indivíduo, mas o Código Civil discrimina o acesso, ao Contrato de Casamento, a casais de pessoas do mesmo sexo.
Podem evocar-se razões de instituição histórica, de carácter religioso, do que quiserem, para reduzi-las ao esteriótipo da família judaico-cristã que lhe deu origem, mas isto fica para os que pensam assim, e façam bom proveito. Verdade é que sendo o Estado laico, este é um direito que assiste a duas pessoas, seja qual for a sua condição, e não vale dizer, porque nenhuma razão o assiste, que o país ou a Sociedade não estão preparados, é sobretudo falta de testículos e de ovários de muitos deputados e deputadas deste País.
Porque se fossemos por aí, perguntava se estaria o povo preparado para a Democracia no 25 de Abril? Ou então, não seria o voto exclusivo dos homens, já que foi instituido num tempo em que as mulheres eram meras parideiras e seres inferiores?
De qualquer forma, a questão chega agora ao Tribunal Constitucional. Será que esta Montanha vai parir um acórdão que porá a adormecida e bacoca maioria dos deputados em ebulição para emendar a negligência que vêm cometendo desde o começo do Portugal Democrático?
Mas mais, criado o imbróglio: não há lugar para "contratos especiais". Tem de ser o mesmo para todos, não pode nem há diferença. Quem quiser marcar a diferença que a faça no Altar ou debaixo de Água, ou noutras cerimónias que nada têm que ver com o acesso livre e universal do Cartório.
Etiquetas:
Casamento Civil,
Política
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Pluralidades de Opinião
O fórum de discussão do site do Ecos de Basto foi como que desactivado (quase como o outro Fórum que tantas saudades deixa... ). Já não se lêem as críticas cáusticas e estapafúrdias dos que vivem perto ou os elogios dos que vivem longe. Sobra, apenas, a novidade de alguém que lamenta, há uns 3 meses por aí, a morte desse futebolista e... COLUMBÓFILO: Manuel Bento. Alguém tão próximo e ligado a Cabeceiras que não tou a ver outra explicação que não seja alguma pomba dele tenha passado por ali...
Etiquetas:
Cabeceiras de Basto,
Imprensa Local
terça-feira, 5 de junho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
Vergonhas da União Europeia: Fascismo de Leste
A Polónia, Estado Membro da União Europeia, continua a sua senda na perseguição de homossexuais e comunistas, incita a denúncia, promove o nacionalismo e o fanatismo religioso, faz uso da censura e a proíbe o estudo de obras de Joseph Conrad, Johann W. Goethe, Fiodor Dostoievski e Franz Kafka ou programas como os Teletubbies e o Little Brittain. Por lá, são os tempos da despreocupada violação dos direitos humanos e da moralização acéfala, só comparada à insanidade dos Estados Islâmicos da Nigéria ao Irão, da delapidação e do castracionismo militante. Na Letónia, outro estado-membro da U.E., a minoria russa - mesmo assim 40% da população - é expoliada de quaisquer direitos, vivem à mercê da vontade dos restantes.
Sim, afinal Sócrates tem a sua razão: com Países-Membros como a Polónia ou a Letónia, a "União Europeia não tem de dar lições de moral à Rússia" em democracia e direitos humanos. Não tem nem pode, e por este andar, nem à Venezuela de Chávez. Sem Constituição, sem a força para punir e expulsar membros com estas políticas obsoletas que nada têm a ver com os valores ocidentais europeus, tristemente, a União ainda não é mais que uma Cãmara do Comércio.
Etiquetas:
Direitos-Humanos,
Nacionalismo,
Sociedade,
União Europeia
Pimenta no Rabinho de Todos é Refresco
Segundo um estudo de investigadores da Universidade da Tasmânia, o consumo regular de pimenta pode ajudar na prevenção e controlo de Diabetes, Artrite e Cancro, particularmente o da Próstata no qual foi verificado que a Capsaicina - componente responsável pela sensação de calor característica desta especiaria- inibe o crescimento das células tumurais.
Etiquetas:
Saúde
sábado, 2 de junho de 2007
Tradição e Debilidade Mental II
Campanha contra as Touradas da Acção Animal
***
Mantenho o que disse há uns tempos, é um espectáculo triste que envergonha sobretudo quando vejo o estaminé montado por Cabeceiras por alturas da Festa do Emigrante. E com tantas outras tradições mais belas e genuínas no concelho, a Cãmara Municipal devia evitar a promoção de um absurdo que nada tem a ver com as gentes de cá.
Etiquetas:
Cabeceiras de Basto,
Campanha Anti-Tourada
Subscrever:
Mensagens (Atom)



.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
