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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Mal pelos Leitores: Carnaval 2012


Carnaval: que jeito fez não haver tolerância de ponto!


Enganou-se quem esperava que a nossa Câmara fosse desafiar o Governo, “decretando” tolerância de ponto concelhio na Terça-Feira de Carnaval (21 de Fevereiro), tal como aconteceu nos concelhos vizinhos de maioria socialista: Montalegre, Vieira do Minho e Mondim de Basto.
A pretexto de serem terras com enraizadas tradições carnavalescas, e porque têm autonomia para isso, muitos Municípios por este País fora (alguns deles liderados até por ilustres autarcas do maior partido da coligação governamental) decidiram não riscar o Feriado de Entrudo do calendário local, fazendo ouvidos de mercador às directrizes nacionais. Outras autarquias socialistas, porém, negando a “intolerância de ponto”, aproveitaram o ensejo para marcar uma posição política contra o Governo.
Todavia, o Presidente da nossa Câmara e proeminente dirigente socialista, contra todas as expectativas, entendeu por bem acatar as ordens vindas do Terreiro do Paço, indiferente ao facto de o Arco de Baúlhe, por tradição, aproveitar a secular folga do Dia de Carnaval para exibir o popular e concorrido corso carnavalesco, o qual atrai milhares de forasteiros à nossa vila, com os benefícios que daí advêm para o comércio local.
Como as últimas edições do burlesco e satírico Carnaval arcoense têm configurado fortes dores de cabeça ao autarca, pelas alusões directas e humorísticas a algumas situações relacionadas com a actividade municipal, não sei até que ponto o nosso Presidente não aproveitou a “boleia” do Governo para tentar esvaziar aquela “inoportuna e impertinente” iniciativa, organizada anualmente com grande êxito pela “insubmissa” ARCA, e que é já parte integrante das principais tradições da região e tem lugar de destaque no cartaz das grandes realizações do concelho, com mais pergaminhos, afinal, que a “plastificada” Festa da Orelheira e do Fumeiro.
Dou um prémio a quem encontrar uma outra explicação plausível que justifique este inusitado alinhamento com o Governo, que é proporcional ao distanciamento (nesta matéria) da posição oficial do seu partido. Quem gasta dinheiro (que não tem) onde não deve, entre o sumptuoso e o estapafúrdio, de certeza que não é solidário com a “malfadada” Troika…


Um arcoense atento

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Mal pelos Leitores | Nem os Bombeiros “apagam” o jornalismo lacaio

Há jornais e jornais.
Uns publicam notícias (informação) escritas por jornalistas que fazem da sua profissão um magistério.
Outros despacham encomendas alinhavadas por panfletários obsequiosos a quem lhes garante o orçamento familiar.
Ora, também há jornalismo e jornalismo. O jornalismo com rigor e ética e o jornalismo lacaio.
Vem isto a propósito de um pretensa notícia, postada na edição de Natal de um Jornal (ou pasquim?) cá do burgo, referente à tradicional Ceia de Natal dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses.
Sublinho “pretensa notícia”, na medida em que, desde o título (desadequado e caricato) até à última das suas 83 linhas, o texto em questão mais não faz senão transcrever, qual relato épico, parte dos discursos do Presidente da Câmara e do Presidente da Assembleia, gentilmente convidados para a ocasião pela direcção daquela Associação Humanitária.
Duvido do interesse público (ou do interesse do público) nas palavras ali debitadas por Joaquim Barreto e China Pereira, curiosamente, autarcas que se aprestam para trocar de cadeiras em 2013.
Ao invés, creio não estar longe da verdade se adiantar que os leitores do jornal (?) e os associados dos Bombeiros consideram mais pertinente a informação do ambiente e do espírito vivido à volta daquela jornada de convívio natalício que juntou, à mesma mesa, dirigentes, elementos do Comando e voluntários da Corporação, bem como conhecerem o conteúdo dos discursos proferidos (e pelos vistos censurados), na circunstância, pelo Presidente da Direcção, Jorge Machado (por sinal, na lista de excedentários da política) e pelo Comandante, Duarte Ribeiro – afinal de contas, os dois rostos mais vísiveis da admirável obra desta prestigiada Instituição concelhia.
Infelizmente, ainda há quem insista em confundir os seus interesses político-partidários com a actividade e o funcionamento das Instituições locais, e não faltam os idiotas úteis, sempre solícitos e veneradores, para alimentar o ego insaciável do “Querido Líder”.
Ouso, porém, deixar aqui uma sugestão aos dirigentes dos Bombeiros: nas próximas confraternizações da Associação Humanitária reservem o direito de admissão. As notícias acerca desses eventos poderão não ser publicadas, mas evitar-se-ia sermos confrontados com tamanho descaramento.

Um Bombeiro devidamente identificado (e indignado).

terça-feira, 8 de março de 2011

blogger leitor

se alguém quiser partilhar fotos e vídeos do corso de hoje no arco, faça favor de enviar material para o mail do blog, malmaior(arroba)gmail.com, que a gerência agradece.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Direito de Resposta | tunga


«Ao Anónimo 23:09: "Caro Dario se fossem a Lisboa ou a Fatima numa excursão de comboio a coisa já era irrelevante?"

Não, não era irrelevante. Não entendo que o dinheiro dos meus impostos deva financiar 1) viagens de propaganda partidária a 500 km de distância; 2) passeatas estritamente religiosas, repito: estritamente. Se pararem na área de serviço da auto-estrada, estais desculpados, fostes visitar um jardim...

De qualquer das formas, a viagem de comboio teria sempre um outro sabor. Resta a esperança nas palavras de Barreto em criar um comboio a vapor DENTRO da estação do Arco, uns 300 metros de linha, que há-de ser a linha turística mais curta do mundo. Ridículo. Popularucho. Inconsequente.

Zézé: as AE não têm todas o mesmo preço, preço este fixado, informam-me, não pelas concessionárias mas pelo Estado. Para que deixe de fazer figura de analfabeto funcional, pode confirmar aqui. Como ali não aparecem as distâncias, deixo-lhe outro link. E confirme, por obséquio, que a distância percorrida em AE (A7 + A11) do Arco a Braga é de 36 km. Preço da portagem Basto a Braga Sul = eur 6,3.

Agora repita, pf, a experiência com a A1. Viagem Coimbra Sul - Santarém: distãncia entre portagens: 130 km, preço da portagem eur 9,30. Portanto, cerca de 30% + valor absoluto para cerca de 400% a distãncia. Traduzindo, preço por km A7+A11 = 0,175 cent.
Preço km na A1 = 0,071. Quase três vezes mais caro viajar nas Terras de Basto.
Mas o meu amigo é que sabe.

Quanto a "criticar" e "botar abaixo", já o escrevi várias vezes: assinarei LOGO uma petição a favor de levantar uma estátua bem erecta em favor de algumas pessoas nobres de Cabeceiras e arredores (Celorico, etc). Uma estátua para substituir O Basto.

Basta?»

domingo, 18 de julho de 2010

Dar Coro ao Manifesto | 4

História de uma "Fundição"
[Zé da Bigorna, poeta popular]

Era uma vez um país,
Corrupto, é o que se diz.
Co’a mania das estrelas.
Tal como a barata tonta,
Gastava, e ao dar-se conta,
Pedia desculpa a Bruxelas.

Esse país, bem tacanho,
Pequenino, em tamanho,
Andava de “tanga” e “shorts”
Então, o nosso Primeiro,
Como não tinha dinheiro,
Começou a fazer cortes.

Quis o nosso Ferreiro-mor
Armado num Deus maior,
Cortar nos gastos das gentes.
Pois que se poupe, diz o “grego”
Mais?, diz o povinho labrego,
Só se penhorarmos os dentes…

Cortamos em quem trabalha
Nos velhotes que, onde calha,
Vivem da sua poupança.
Enquanto isso, em Lisboa,
A nossa vida vai boa
Vamos enchendo a pança!

Mas cortar só nisto é pouco
E não digam que estou louco!
Que ando muito bem da “tola”
Onde é que posso poupar?
Ora deixem-me lá pensar…
E que tal, se for na Escola?

Corta-se nos Directores,
Delegados e Coordenadores
E ainda vou mais além!
A secretaria encerra
E, a toda a gente que berra,
Eu digo: já vos “fundi” bem!

Ora, aqui está uma ideia!
Sendo o país uma aldeia,
Há muitas escolas a mais.
A decisão é comigo,
Aos professores nada digo
E que se “fundam” os pais!

E os projectos que temos?
Onde é que os metemos,
Agora que estamos unidos?
É uma lei que não presta
E a conclusão é só esta:
Estamos é bem “fundidos!”

No Arco, diz toda a gente,
Isto não pode ir p’rá frente,
Ninguém vê qu’isto ‘stá mal?
Quem é que desfila na rua?
E onde como, à luz da lua,
Sem Feira Medieval?

Reuniu o Conselho Geral,
A Junta e a freguesia,
Quase toda a gente protesta!
Mas há povo que não berra,
E há locais, nesta Terra,
Onde se faz grande festa!

Há lugares muito centrais
E são esse, são os tais,
Que agora se estão a rir.
Esses podiam dizer “NÃO!”
Mas vive no seu coração
A vontade de nos fo… fundir!

Diz o povo mais bairrista
Que não vota mais nessa lista
Diz que o Arco não merece.
Mas para que o poder não caia
Vai-se a Fátima e à Malafaia
E logo tudo se esquece!

A história não acaba aqui,
E o futuro é já ali
Chega a qualquer momento.
Então, gritem todos comigo
Eu não quero ser “FUNDIDO”
Viva o NOSSO Agrupamento!!!


texto genial e gentilmente enviado por um leitor

segunda-feira, 1 de março de 2010

O Mal pelos Leitores | Pena de Morte!

Um vale a destruir, um rio a transformar num lago eutrófico, biodiversidade a diminuir, monumentos nacionais, de interesse nacional e de interesse concelhio a mingar, clima a mudar, peixes, dos nossos, para a morte lenta, invasão de peixes exóticos, pontes, terrenos agrícolas, casas, a afogar, investimentos públicos (recentes) de milhares de euros por inaugurar, ...para o boneco!, saúde pública a ponderar, sociedade para mudar, cultura : corpo e alma, a alterar.

Investimento público, que não é público, porque vai ser feito por privados que já pagaram ao Estado ( por adiantamento) mil milhões de euros pela “ cadeira eléctrica” –condenação de Mondim.

Um mal nunca vem só. Há mal maior:

Postes de muita alta tensão para atravessar o concelho : 85% do território a afectar! (destes, até o Obélix teria medo! )

Anda Paulo Gonzo, anda para aqui cantar: “vai, ...trata e guarda, o que é nosso afinal...". Se quiseres, com palco em cima de um poste de muita alta tensão.

O espelho nunca mente, diz a lei e dizemos nós : Tâmega - “ ecossistema a preservar e a recuperar”.

Sr.ª da Graça a caminho acelerado da (des)graça total. Esburacada até à medula, com feridas ainda a tempo de se curarem, eis que beleza lhe propõem dar : postes no monte farinha a enfeitar!

Uma linha de alta tensão na cabeça do cidadão (de Mondim):prendas, mais prendas, desenvolvimento, pois então!

Turismo,que turismo?
Vantagens, que vantagens?
A estradas que já deviam ter sido feitas por outras razões (o fecho da linha do Tâmega)?

Pontes, que pontes? Se afogam as que existem, no mínimo, terão que fazer outras, certo?

Parias fluviais, que praias fluviais?... se destroem as existentes, que são “naturais”, que raio de praias se podem fazer à borda de um lago que por similitude, em termos de ecossistema, encontra paralelo no Torrão?

Desenvolvimento, dizem eles: o governo e os grandes construtores.
À nossa custa , dizemos nós!

A sentença, como “ prémio” pelo bom comportamento, está dada: Mondim para a “cadeira eléctrica”.

Água com fartura, parada e pestilenta, pelo chão; cabos de (muita) alta tensão, a coroar a cabeça de cada cidadão.


Alfredo Pinto Coelho

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Mal pelos Leitores | Ambiente

«Verdes querem suspender barragens

O Bloco de Esquerda e os Verdes pediram ontem, no Parlamento, a suspensão do Programa Nacional de Barragens e a exclusão das infra-estruturas previstas para o Tua e Fridão, apontando a falta de estudos sobre os impactos cumulativos. “ O estudo de avaliação ambiental estratégica foi manipulado e baseia-se em dados desactualizados”, afirmou Heloísa Apolónia, aludindo a um estudo da Comissão Europeia que corrobora as críticas que têm sido feitas ao Programa Nacional de Barragens.

“Não foi estudado o efeito cumulativo das barragens que já estão construídas com as previstas neste programa e as avaliações de impacte ambiental que estão a ser feitas a cada uma das barragens estão a revelar impactes ambientais, socioeconómicos e sociais muitíssimo superiores ao que se previa”, explicou.»[JN de 28-01-2010, pág. 14]

Como se pode ver, estes dois partidos que nem sequer representação política têm nesta região, talvez, porque descomprometidos com o poder económico e outros poderes, estão a defender no Parlamento aquilo que pessoalmente considero os verdadeiros interesses, actuais e futuros, das populações do Vale do Tâmega ao preconizarem a não construção da barragem de Fridão. Será que estão errados?

José Augusto Gonçalves

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Mal pelos Leitores | Os tempos que correm... (Sobre a adesão das comunidades locais à barragem de Fridão)

basto navegante

No estudo de impacte ambiental que se encontra concluído e em fase de discussão pública, a forma de aferir a adesão das comunidades locais à construção da barragem, segundo a empresa autora do estudo, que lhe foi encomendado pela EDP, «combinou metodologias qualitativas e quantitativas. A abordagem qualitativa traduziu-se na análise de 9 blogues na Internet e na realização de 25 entrevistas, telefónicas e presenciais, aos actores locais, incluindo presidentes de câmara municipal e de junta de freguesia. A metodologia quantitativa traduziu-se na aplicação de questionário estruturado a uma amostra de 520 pessoas...»

Os inquéritos foram realizados com a seguinte distribuição:
« - 55% em Amarante, 13,3 % em Ribeira de Pena, 12,3 % em Mondim de Basto, 10,2 em Celorico de Basto e 9% em Cabeceiras de Basto”;
- “A amostra abrangeu maioritariamente pessoas do sexo feminino ( 64,8% ), com mais de 55 anos ( 54,4% ) e com instrução igual ou inferior ao 1.º ciclo do ensino básico (66,3%).»

Os resultados foram os seguintes:
» – As opiniões expressas nos blogues veiculam uma opinião sistematicamente negativa;
- As posições obtidas em entrevistas a actores-chave veiculam uma posição predominantemente positiva;
- Os resultados do inquérito estruturado revelam uma posição dividida, em que os inquiridos em Celorico, Mondim, Cabeceiras e Ribeira de Pena manifestam posição maioritariamente positiva e os de Amarante maioritariamente negativa.»

Por mim, estou esclarecido:
- nos blogues, em principio, e por dedução meramente pessoal, os tipos têm menos de 55 anos , têm mais do que o 1.º ciclo de escolaridade e, provavelmente, as mulheres que deles fazem parte têm também menos que 55 anos e mais que a escolaridade ao nível do 1.º ciclo;

- Os actores- chave, manifestaram opinião favorável, o que em meu entender pressupõe, que eles consideram que a construção da barragem de Fridão é uma “chave” para o desenvolvimento do nosso território;

- Finalmente, e em jeito de declaração de intenções, declaro, para os devidos efeitos, que fui inquirido (portanto faço parte da amostra e na percentagem de inquiridos que se mostrou desfavorável), que de sexo sou masculino, que tenho menos que 55 anos, que tenho mais que o 1.º ciclo de escolaridade e que não sou de Amarante.

Se pudesse, promovia um inquérito à juventude (de Basto) que é como dizer ao principio das gerações futuras : quem vai ficar sem o rio Tâmega, a quem vai ser destruído todo um património histórico, ambiental e cultural .

(Fonte: EIA – Estudo de Impacto Ambiental – Aproveitamento Hidroeléctrico do Fridão)

Alfredo Pinto Coelho

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dos Representantes Locais

Abaixo, uma pequena reflexão por um estimado leitor do lado de lá do rio Tâmega, que me foi devidamente identificado, protegido aqui na identidade pela fraca tradição local de tolerância de opinião:

«Caro Vítor Pimenta, muito obrigado pelo seu comentário ao meu no blog Casa do Eiró.

De facto somos apenas indígenas numa terra que deixou de ser nossa. Estou de acordo que a EDP devia negociar com cada um dos que aqui vive mas, através dos nossos representantes. Estes, infelizmente, neste e noutros casos, estão a marimbar-se para os interesses dos seus munícipes. De facto nós, cidadãos, somos aquilo que merecemos ser, enquanto não responsabilizarmos e encostarmos politicamente à parede os autarcas que representam há algumas dezenas de anos a Região de Basto, a qual, deveria ser defendida enquanto tal. A mentalidade de capelinha não defende os interesses de cada município de Basto, apenas reduz a possibilidade de, no futuro, nos constituirmos numa região com identidade própria que foi muito mais importante do que se possa pensar, na formação e alargamento do espaço que hoje é o nosso país.

É absolutamente escandaloso gastar milhões de euros numa estrada de ligação a Cabeceiras de Basto que pouco ou nada adianta em termos de mobilidade e por outro lado não fazer esforços para terminar a via do Tâmega, uma via estruturante e do maior interesse para os três municípios de Basto.»

sábado, 15 de agosto de 2009

[o mal pelos leitores] "Arco de Baúlhe: o passado e o presente"

brasao arco baúlhe

«Escudo de prata, serra de vermelho posta em banda, entre dois feixes de três pés de linho de verde, atados de azul; em campanha, ponte de negro lavrada de ouro, movente dos flancos e de um pé ondado de azul e prata de três tiras. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "Arco de Baúlhe"» [Heráldica]


brasao ab alter

Sem rodeios digo…prédios mal arranjados, mal projectados e mal/não fiscalizados, com vivendas ao lado ou atrás. Carros, camiões e pessoas, todos juntos e “ao molho” como sardinhas enlatadas (para quando o primeiro atropelamento!!!??). Estradas e mais estradas, para ali e para acolá, mal arranjadas e mal projectadas. Espaço envolvente da “Ponte Velha” cheio de silvas e ervas daninhas, rodeado de uma imensidão de nada. Por fim, mas não menos importante, um (ex) belo rio poluído!!

Alguém prevê o futuro deste brasão?

por Mr.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

[o mal pelos leitores] Vinhos de Basto

Da história :

«Em toda a Região que denomino de Entre-Douro e Minho só rivalizam com os vinhos de Monção, os da margem do Tâmega (...) muito próprios a justar competências com certos vinhos de fama de Bordéus e de Borgonha.»
[José Justino de Amorim, in “os vinhos verdes do Minho”, Lisboa, 1939]
Sob o ponto de vista edáfo-climático os solos e o clima ( ainda) são os mesmos.

Sob o ponto de vista (estritamente) técnico, os sistemas de condução da vinha e os encepamentos foram melhorados.

Em termos de produção, desde 1989, que a região de Basto ( sub região da região demarcada dos vinhos verdes) se empenhou activamente na reconversão das vinhas de forma a adaptar o sector ao exigente mercado: diminuir os custos de produção e melhorar a qualidade dos vinhos produzidos foram os objectivos perseguidos.

As encostas do Tâmega são, por excelência, o solar dos vinhos de Basto.

Até quando ?

Alfredo Pinto Coelho

sexta-feira, 12 de junho de 2009

[o mal pelos leitores] "Portugal Campeão das Baixas Médicas"

«Portugal é o segundo país da Europa em que se regista o maior número de dias sem trabalhar por motivo de doença. Os portugueses ficam, em média, 12 dias por ano em casa, um recorde só ultrapassado pela Bulgária» [Diário Económico]


Esta notícia recente (mais uma) poderia funcionar para o Estado e consequentemente para os donos de empresas, como mais um impulso para a implementação de cuidados de saúde de qualidade e ainda de aposta na prevenção da doença/promoção de saúde.

Dizem por aí, que os portugueses deixam tudo para a última e no caso da saúde essa "máxima" aplica-se na perfeição!! Se ainda se vê por aí alguns "revolucionários" a criar ou a manter bons hábitos de saúde (exercício físico, boa alimentação, ente outros) a maioria da população, para além de não os ter, teima em não querer aceder - gratuitamente e sem esforço algum - à quantidade de informação com que são "bombardeados" diariamente.

Esta situação, para além de representar para o estado custos elevados (contribuição nos tratamentos) representa ainda um custo acrescido no orçamento de uma empresa, pois para além da obrigatoriedade da criação de um seguro de trabalho, o rendimento da mesma diminui com a diminuição do número de funcionários.

Rui Magalhães
[fisioterapeuta]

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

regalos [e inconveniências] de um dia de neve III



"Toninha, uma pequena aldeia do Concelho de Cabeceiras de Basto, onde a população está bloqueada pela queda da neve há 2 dias. " fotos do dia 30.11.2008, enviadas por Cristina Barroso.

domingo, 30 de novembro de 2008

regalos de um dia de neve II



olhares de neve, beleza e contratempos, entre Cabeceiras e Montalegre, enviados pela Catarina Lopes

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Verdades Inconvenientes

"O último acidente na Linha do Tua voltou a focar as atenções sobre as velhas vias-férreas do Douro. Entre 1988 e 1991 fecharam várias linhas. A prioridade agora é salvar a linha-mãe.

A Linha do Sabor, que ligava o Pocinho a Duas Igrejas, em Miranda do Douro, demorou 30 anos a construir. Mas os governantes que, depois da Revolução de Abril de 1974, tiveram a pasta ferroviária, em especial nos executivos liderados por Cavaco Silva, não precisaram de tanto tempo para acabar com aquela linha e encerrar os troços da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca de Alva, da Linha do Tua entre Mirandela e Bragança, da Linha do Corgo entre Vila Real e Chaves e da Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe.

Em menos de três décadas, colocaram fim a um património formidável que levou muitas mais a construir e que custou a vida a muitos trabalhadores. (...)

A desertificação do interior, com a fuga dos mais novos para o litoral e os tradicionais destinos de emigração, o desinvestimento da tutela nas linhas e no material circulante e a ditadura contabilística precipitaram o fim do comboio de via estreita em grande parte das linhas secundárias do Douro, deixando muitas povoações ainda mais isoladas e abrindo caminho ao incremento da rodovia e das empresas de camionagem.

(...)

Tâmega
A apitar apenas 51 anos
A Linha do Tâmega, entre Amarante e Arco de Baúlhe, encerrou no mesmo dia em que fechou o troço Vila Real-Chaves da Linha do Corgo. Nasceu como uma importante ramificação da Linha do Douro, para servir o Baixo Tâmega e ligar a linha-mãe ao Alto Tâmega. Mas nunca cumpriu essa função.

De toda as linhas de via estreita do Douro, foi a que demorou mais tempo a construir e a que funcionou menos tempo. O primeiro troço, entre Livração e Amarante, foi inaugurado em 21 de Março de 1909. Mas a ligação a Arco de Baúlhe só ficou concluída em 15 de Janeiro de 1949. Na sua totalidade, funcionou apenas 51 anos. Foi a linha férrea explorada pelo Estado com menos tempo de vida.

Um museu ferroviário em Arco de Baúlhe é o que de mais importante resta da parte que fechou. Várias iniciativas privadas tentaram a reactivação da linha, mas as intenções esbarraram sempre nos seus elevados custos de exploração e manutenção. Alguns troços estão a ser reconvertidos em ciclovias, enquanto a ligação entre Amarante e Livração, a única em funcionamento, vai continuando a definhar.( ...)"


O trabalho de Pedro Garcias para o Público: As estradas mataram o comboio no Douro; expõe a verdade nua e crua de um país que abandalhou um dos seus mais valiosos e úteis patrimónios face à ditadura do alcatrão: a ferrovia do Douro e linhas afluentes. Desleixou-se da beleza que herdou e quer esquecê-la até debaixo de água. Tudo a bem das vias largas de asfalto, símbolo do Cavaquismo novo-rico.

E, como me enviou o Dario Silva, tanto quiseram acabar com a Linha do Tâmega que nem as linhas das faixas de rodagem da Via substituta se dão ao trabalho de pintar. Ali estariam 3 faixas, mas não se descortina se são duas para lá, se duas para cá. Serão antes três para lado nenhum.


Também em: Avenida Central

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Heterossexual, então é que é o car****...

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Republicanos e Laicos":

E se dúvidas houvesse estas dissipar-se-iam com as observações que o senhor Vítor Pimenta faz acerca da religião e que na minha óptica são a prova provada de que ainda hoje é muito difícil ser cristão neste Mundo...!

Muitas vezes dou comigo a pensar que se Jesus Cristo descesse outra vez à Terra, desta vez não seria crucificado: seria queimado vivo para que nada restasse da sua passagem.

Que Ele tenha misericórdia de nós, mesmo dos que continuam a negá-Lo e a persegui-Lo.


PS:Descobri o seu blog hoje. Mas já não volto cá mais.

M. Caldas



Publicada por Anónimo em O Mal Maior a 02:01


Ele pelos vistos já cá desceu aquando da presidência do Marcelo e a única coisa que queimou naltura foi o PSD. Mas olhe, lixado é ser ateu, agnóstico ou outra coisa qualquer, e ter de gramar com foguetes de alvorada às 8 da manhã e Novena das 7 às 8 da tarde em altifalante, rua abaixo, com direito a sermão católico, lenga-lenga em altos décibeis e salmos cantados em voz de cana-rachada.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

[O Mal pelos Leitores]









"O Futuro passa à minha porta.
Sou um português com sorte."

Dario Silva

***

Sem dúvida. :) Os arcoenses e cabeceirenses, celoricenses e mondinenses, têm uma ferrovia que se enferruja às portas. Com tanto viaduto e alcatrão novo, somos antes portugueses de alta cilindrada.

quinta-feira, 20 de março de 2008

[O Mal pelos Leitores] "VINE A LES BIBLIOTEQUES E TRIA AL TEU GUST”

Bibliotecas, livraries e biblioteques…todas elas como o mesmo significado mas ambas com significantes diferentes que variam de acordo com o país onde se encontram e respectivas culturas existentes.


Em Girona (Espanha), “biblioteques” significam muito mais do que um local de leitura e pesquisa. Significam um lugar de encontros e desencontros, de trabalho, de “actualização” e, por incrível que pareça, de diversão. São lugares onde se vê crianças, ordeiramente diga-se, a brincarem com pequenos jogos didácticos, são lugares onde se encontram adolescentes a realizar os seus trabalhos escolares, onde idosos consultam o “seu” jornal diário ou a “sua” revista semanal e onde - como o meu caso –que através da rede wireless existente me permite “conectar” ao mundo

Outra realidade vê-se ainda hoje em Portugal, nomeadamente na Vila de Arco de Baúlhe, onde apesar de existir uma infraestrutura de grande qualidade o uso que se lhe dá é praticamente nulo!!

Pessoas de pouca cultura, pergunto-me?? Penso que não, porque desta pequena vila saíram e continuaram a sair profissionais de elevada qualidade!! Então... qual será o problema!? Falta de dinamismo, falta de divulgação e acima de tudo falta de hábitos. Este último, “pecado” do Homem, por sermos “seres de hábitos”, é o item mais difícil de conseguir, mas os outros dois podem e deviam ter sido cimentados ontem ou hoje, e não, como quase sempre, amanhã!!

Utilizando, porque não, o slogan que se vê por aqui… “Venha às bibliotecas e use-as ao seu gosto”

Rui Magalhães
(um arcoense em Girona)

Leitura complementar: Bibliotecas a Arder de Vazias