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sexta-feira, 3 de junho de 2011

declaração de voto

turnLeft

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

resumo da campanha



ban - irreal social

terça-feira, 31 de maio de 2011

os radicais

o ps, o psd e o cds negociaram com o feef, o fmi e o bce a aceleração do desmantelamento do estado social, a privatização dos serviços públicos essenciais, do único banco público (aqui d'el-rey se não o fosse aquando de segurar a descompustura do sacro-sistema financeiro português), a venda das empresas do estado que servem realmente o cidadão, as que dão lucro à fazenda. assumiram, no mesmo acordo, a escalada do desemprego, a liberalização do despedimento, a desregulação do mercado de trabalho, subscreveram o desinvestimento, o aumento de impostos, o congelamento de salários. não sabem o que têm para pagar, só sabem que têm de pagar e arrastar gerações com o peso de uma dívida sem retorno possível, sem crescimento, nem esperança. certezas apenas que o país será bem mais pobre. as propostas dos partidos à esquerda disto tudo, passam  pela negociação justa do passivo do estado com os credores, uma reestruturação que assegure justiça para com o contribuinte, que dê margem de manobra para o investimento na criação de emprego, em áreas como a eficiência energética, os transportes colectivos, a reabilitação urbana, no reforço do estado social. no entanto, a troika psd-ps-cds é tudo gente sensata. os do bloco ou cdu são os perigosos radicais. não me fodam.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

voto útil

Agostinho Lopes

a tendência de bipolarização, em torno dos dois grandes da clubite partidária, pode por em risco a eleição de deputados que são uma mais valia na ruptura com o presente estado de desgraça. entre estes, está o deputado agostinho lopes, reeleito por braga nas listas da cdu em 2009, ou mesmo josé manuel pureza, líder da bancada bloquista, eleito por coimbra (círculo que, de resto, perdeu 1 mandato para faro nestas eleições).

do deputado da cdu, do circulo bracarense, pode dizer-se que é  somente dos mais activos membros do parlamento, assertivo nas comissões parlamentares e digno representante da região. responde a todas as solicitações que lhe façam via e-mail, está permanentemente atento à situação social e económica do distrito e não é raro vê-lo a desdobrar-se em prospecções pelas terras de basto para lhe medir o pulso. é certamente um voto útil para quem vacila entre o branco e o nulo, e não concorda com o programa da troika assinado pelo triunvirato do ps, psd e cds. sobretudo quando o empréstimo e a austeridade são tomados sem qualquer "auditoria internacional, credível, à dívida portuguesa”.

domingo, 29 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

mudança de maré

a cassete do pm cansa e não convence quem já lhe deu demasiado benefício da dúvida. num debate que começou com passos coelho a enrolar-se nos papéis sobre saúde, sócrates foi-se dissolvendo na própria retórica e minguou. com alguma ou nenhuma surpresa, também a temida wermacht socialista se engasga na ferrugem e envergonha (adiantaram-se ao dr. portas nas senhas de refeição) mais do que ajuda na tal dinâmica em crescendo que arrebatava eleições em poucas semanas. tirando o eleitorado fiel que votará em sócrates na mesma lógica em que votaria no zé maria do big brother, dificilmente travará a fuga do restante ao centro e à esquerda, o ps corre agora atrás do prejuízo. aqui, como em espanha, é o que acontece à esquerda governante quando deixa de ser esquerda e se limita a mudar as fraldas ao sistema financeiro.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

passos largos para a derrota

eduardo catroga e fernando nobre têm feito pelo ps o que josé sócrates não conseguiria fazer por si com vitimização ou inaugurações a granel. a experiência das figuras de proa do ps dita um silêncio estratégico até mesmo do boca de sapo do josé lello. é eficaz. os tiros do pé ficam para o adversário, como tem sido em quase todas as recentes eleições legislativas em que o psd surge destacado nas sondagens e gradualmente desliza por ali abaixo. não sei se passos coelho sobrevive a uma hecatombe cada vez mais provável no dia 5 de junho.  por um pintelho se ganha e por um se perde. se sobreviver, terá muito a aprender com isso ou alguém terá de aprender por ele.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

tendencialmente pago

o psd passista, sem novidade nenhuma no preconceito primário com a administração pública, quer os centros de saúde geridos por privados, cooperativas e afins. depois de ver aquilo em que se têm tornado muitas unidades de saúde familiar, quando os critérios economicistas se sobrepõe, remetendo para os utentes e para outros serviços as despesas que não querem ter, temo muito sinceramente pela virtude e pela existência do serviço nacional de saúde.

domingo, 17 de abril de 2011

o parque das distracções

com o fmi a aprontar-se para a regência das nossas misérias, o prato principal da política portuguesa, habituem-se ao pauperismo, serve salsichas nobre, tomado o homem de convicções complexas como arremesso pré-eleitoral entre os do eixo de governação. nada de mais português e ruminante como de tristemente inútil para a nossa vida. de resto, mais nenhuma novidade. o ps continua a encabeçar as listas distritais com gente sem  qualquer ligação de naturalidade ou residência. falta de respeito pelo eleitorado, digo eu, mas o eleitorado tão pouco se dá ao respeito. a mim, só me facilita o raciocínio para a descarga a 5 de junho. lavo daí as mãos.

domingo, 10 de abril de 2011

nobre polvo

surpresa, ou nem por isso, num país de fáceis ilusões. fernando nobre é um cidadão livre que pensa pela sua cabeça, com o direito e o fado de tomar as decisões que bem entende, boas ou más. mas para quem fez um percurso nas últimas presidenciais assente na sua independência face aos partidos de poder e seus tentáculos, aceitar o convite do psd para encabeçar a lista por lisboa é vergonhoso e de uma enorme fraqueza de carácter. a mim e a tantos outros que se esforçaram na sua candidatura, reserva-se-lhe a consciência tranquila e o direito à indignação. boa noite e boa sorte.

sábado, 9 de abril de 2011

o país menos mau

north-korea-is-best-korea

mais um fim-de-semana de transmissões da cova da iria política, com as suas homilias e pastorinhos. desta vez, o rebanho socialista rererereúne-se em torno de sócrates, o líder que tem à mão (ó a força, o carisma, a vontade), desde logo preso pelo desejo adiantado do 'menino de oiro' em enfrentar os cornos das legislativas aquando discurso da demissão.

na lota de matosinhos, o congresso do  unanimismo coreano, não faltam os robalos do costume, até os mais desalinhados, a encerrar-se nas fileiras contra a ameaça da 'direita', que actualmente é pouco mais que uma versão 'bairro norton de matos e caniches' do ps em si. entre estas figuras, aquela coisa chamada josé lello, espécie de supra-sumo dos peões do aparelho, chefe nacional do corpo de segurança do partido (com exemplos de grande envergadura de cinta aqui no pequeno burgo). dos cabeças anunciados para as listas, a surpresa de ferro rodrigues por lisboa (estava tão bem ao lume), o testa larga pelo porto e o seguro-tchan-amarra-o-tchan por braga.

lamento, mas nem estas pobres almas a correr pelo prejuízo me vendem o portugal de sócrates, melhor ou mais suave que o de passos coelho ou do xx-portas. o país aliás, com ou sem gelo, ficaria bem melhor sem eles.

sexta-feira, 25 de março de 2011

desparasitante

as sondagens valem o que valem, mas a insistência do ps em levar josé sócrates a eleições é um erro crasso e pode revelar-se nuns sapatos de cimento que afundarão os socialistas no pior resultado de sempre, esmagando-se de empurrão esquerda pela direita. pesado, é certo, mas se calhar a terapia de choque que o partido socialista quer e precisa neste momento, para abanar de lá os percevejos que tem agarrados.