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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Uma estátua a prazo

A estátua ao cónego Melo será finalmente colocada, em Braga, dez anos após ter sido construída. Mas a polémica continua em ano de eleições. Sectores mais conotados com Eduardo de Melo abstiveram-se, enquanto a maioria socialista aprovou. E dia 15 de Agosto a estátua será inaugurada na capital minhota. 

É um nado morto, antes de nascer já era. Em Braga temos um PS que homenageia um das personagens mais ultramontanas e reaccionárias que a Galécia teve a infelicidade de parir. Se um financiador de grupos terroristas de extrema-direita, traficante de influências e de cargos, tem a estatura para ser imortalizado com uma estátua então a famigerada francesinha da Taberna Belga deve ser considerada património imaterial da Humanidade. É que a última fez mais pela humanidade que o cónego dos vícios e terrores.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

à moda de braga

confiança saboaria

braga podia ser património mundial se muito do seu património não tivesse sido destruído pela mão de santos da cunha ou, nos anos 80 e 90, por mesquita machado. neste sentido, a decisão da câmara municipal de braga em comprar a velha "saboaria confiança" é um acto de contrição louvável mas tardio e caro. os valores da aquisição rondam os três milhões e meio de euros por metade de um imóvel que fora comprado por uma sociedade, em 2002, por cerca de dois milhões e meio de euros. um péssimo negócio para o erário público e óptimo para o privado. pior ainda quando se sabe que o mesmo foi conduzido por um vereador socialista e o vereador da oposição, e também candidato laranja em 2009, ricardo rio. ainda que a música que dão seja diferente, a sintonia parece perfeita para estas coisas.

adenda: o exemplo que sirva para sensibilizar as autarquias de cabeceiras e os proprietários de algum património, também  industrial, que ainda resta de pé.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

voto útil

Agostinho Lopes

a tendência de bipolarização, em torno dos dois grandes da clubite partidária, pode por em risco a eleição de deputados que são uma mais valia na ruptura com o presente estado de desgraça. entre estes, está o deputado agostinho lopes, reeleito por braga nas listas da cdu em 2009, ou mesmo josé manuel pureza, líder da bancada bloquista, eleito por coimbra (círculo que, de resto, perdeu 1 mandato para faro nestas eleições).

do deputado da cdu, do circulo bracarense, pode dizer-se que é  somente dos mais activos membros do parlamento, assertivo nas comissões parlamentares e digno representante da região. responde a todas as solicitações que lhe façam via e-mail, está permanentemente atento à situação social e económica do distrito e não é raro vê-lo a desdobrar-se em prospecções pelas terras de basto para lhe medir o pulso. é certamente um voto útil para quem vacila entre o branco e o nulo, e não concorda com o programa da troika assinado pelo triunvirato do ps, psd e cds. sobretudo quando o empréstimo e a austeridade são tomados sem qualquer "auditoria internacional, credível, à dívida portuguesa”.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ademar Santos

O incansável autor do Abnóxio faleceu ontem. Recebi a notícia na crueza de uma nota breve do Jornal de Notícias de hoje. Ademar era um homem livre, um escritor torrencial e de uma inconformidade declarada face ao poder. Nem 60 anos, e deixa assim suspenso na blogosfera uma última nota aos leitores sobre a sua condição de saúde. Dispensava comentar um post destes agora, tanto que ficará aguardar aprovação. Bom sinal seria se o homem o aprovasse. Este mundo precisa bem mais de Ademar Santos, que os outros que toda a gente desconhece.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

[Este sábado] Acontece no Canavial

Canhamo
© StePagna

Marcha Global da Marijuana (Activismo)
[Amanhã, 9 de Maio, 15h00, início no Arco da Porta Nova - Braga]
Ora aí está, mesmo com a gripe A a desaconselhar aglomerados de gente, a oportunidade de arejar as ideias contra essa coisa de proibir o crescimento de plantas por decreto.
Também aqui

sexta-feira, 10 de abril de 2009

[copy-paste] Em Plena Semana Santa...

3P's de Braga

... eis a trindade que é o verdadeiro postal ilustrado de Braga.

publicado no contexto devido

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

life goes on

Na rua D. Pedro V, bem de face para o adro da Igreja de S. Vítor que a ladeia, uma Funerária faz montra com um pinheirinho e um presépio montado... Não me contive em sorrir, porque tem tanto de irónico como de mórbido, em época de celebraçao de nascimento e na cara com que se dirá bom Natal e Festas Felizes a um qualquer cliente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A estátua do cónego Melo sempre vai ser erecta erguida

... se lhe puserem uma torneirinha a verter água parecida com o báculo do João Peculiar, legamos aos bracarenses daqui a 2000 anos mais uma fonte do ídolo. [aqui]

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Compras e Ar Condicionado



Não, não é a Disneylândia Minho, nem coisa que se pareça. São o Espaço Braga, o Espaço Guimarães e o Dolce Vita Braga. A eles junta-se um BragaParque em expansão, quem sabe para cima da Rodovia. Em Braga (1,2,) discutem-se os porquês de tanto investimento (+ de 300 milhões de euros) em área comercial.

Num Vale do Ave e noutro do Cávado em franca perda de postos de trabalho deve ser optimismo de certeza. Com shoppings e hipermercados a crescer como cogumelos, só podemos ter boas razões para acreditar finalmente num (grande) aumento do poder de compra, graças aos subsídios de desemprego. Viva a Flexisegurança!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Eucaliptal


"É Tempo de Mudar". O slogan com que o Partido Socialista de Joaquim Barreto derrotou PSD de Francisco Campilho, nas eleições autárquicas de Cabeceiras de Basto, em 1993, pode ser novamente utilizado por José Ribeiro, autarca socialista de Fafe, para a recandidatura à distrital de Braga do PS. Em 2006 perdeu contra o edil Cabeceirense, vencendo apenas nas secções de Fafe, Vizela e Famalicão.

José Ribeiro, em entrevista ao Diário do Minho, assenta argumentos no que diz ser a baronização do partido em Braga, com a colocação em "locais de nomeação política pessoas das quais não se pode esperar muito mais" como "ex-veradores na reforma e outros autarcas". Mais, segundo o Presidente da Câmara de Fafe, "não se têm preparado novos quadros, nem dado visibilidade a pessoas que se afigurem como alternativas" nomeadamente "jovens quadros que (...) podem constituir uma mais valia nos combates eleitorais que temos pela frente".

Joaquim Barreto até que tem preparado muito bem a sua sucessão na nomenclatura, dinasticamente claro... Seria incongruente com a linha do partido socialista cabeceirense mas a prática até é comum nas Terras de Basto, de tão boas famílias. E, vale-nos que o tempo lima as arestas. Uma coisa é certa, em Cabeceiras de Basto como em Braga, a pouco mais de um ano das eleições, tanto bracarenses como cabeceirenses podem esperar as recandidaturas dos seus presidentes de Câmara porque mais ninguém se desenha. Uma pena. É esta ilusão do poder eterno que perpetua mandatos, arrasta obras de regime, alimenta o compadrio e entorpece a participação política e partidária. O síndrome do eucalipto vai deixar uma floresta crua de derrota assim que cair a única árvore que se vê no horizonte.

terça-feira, 13 de maio de 2008

um livro entre sinos a rebate



E porque nós, ensaístas das palavras temos de ser uns para os outros, vai o conselho de registo na agenda da apresentação do livro Caravana de Rui Manuel Amaral, a cabo de Luís Mourão, na Livraria Centésima Página, este sábado que vem, às seis da tarde.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

As Ruínas do Império Roby


Arco de Baúlhe não tem uma Quinta do Mosteiro, com largas parcelas de terreno susceptíveis ao estupro imobiliário. Mas tem quintas de marialvas, em decadência, de fidalgos do nada, de que lhes resta pouco mais que o título, que em República de nada serve, e claro as heranças, em lavouras e casas brasonadas.

No Arco, há pelo menos 2 casas: do Arrabalde (foto à esquerda e em baixo) e de Cimo-de-Vila (em cima); entregues aos elementos naturais e às perversidades humanas - esta última, ardida há uns meses, sem causa aparente, tão estranhamente a meio de uma enxurrada de água. E entre elas, uns hectares (talvez, porque tão pouco sei de medidas em larga escala, e raramente falo em anos-luz de terreno), com uma Escola EB 2-3 pelo meio, uma piscina municioal, uma biblioteca, gimnodesportivo e um amontoado de zinco que serve sede da Cruz Vermelha.

As casas entretanto, caem aos bocados, e a memória com elas. Estão subaproveitadas, deitadas ao desleixe e não há quem lhes deite mão. Boa mão, sublinhe-se, porque se o Estado não tem direito de obrigar as pessoas deste país a cuidar do lhes calhou na rifa, grande parte delas com um porta-misérias de bolso, tem de pelo menos o dever de facilitar e proteger a sua História da erosão e do lucro. E nem tudo o que se ergue novo é obra, e muito tem de ambientalista (re)aproveitar o que o tempo nos foi deixando no caminho.

As casas aliás, são da pertença da Família Roby, ligada a um punhado de tantas outras em Braga inclusivé (e perdoar-me-ão o lapso pois afirmo de memória) a Casa de Ínfias, junto do Liceu de Sá de Miranda e de grande beleza, porque entretanto foi restaurada. Isto, apesar do arvoredo de betão armado, dos muitos blocos de apartamentos construídos em redor, para não falar nas leiras da quinta cortadas em mais de quantos nós e feitios pela circular de Braga. Obras que, na puberdade da pintelheira urbana bracarense dos últimos anos, salvou-lhes a fidalguia de uma total decadência, típica da desamparada aristocracia portuguesa. Destes que poucos sobraram - e se calhar até muitos... - para a vida social e política do País. (E não é que entre eles temos Pedro Bacelar Vasconcelos de foto e texto dignos de espreitadela na NS (do JN) deste Sábado.)

Dos irmãos Roby, os recentes, e não os que calcorrearam a África Portuguesa de um lado ao outro, nem tão pouco (que eu saiba pelo menos) o outro que desflorou a vida e o escrito a muita menina de boa família, lá vão vendendo às postas, bocados de terreno, a uns e a outros, à Câmara de Cabeceiras de Basto, para mais uma obra, um alargamento de via. Mas entretanto cai-lhes a pintura das paredes, as pedras e as telhas, a madeira e o esqueleto das casas e com isto muito boa parte da memória, no seu património arquitectónico com alguns interessantes pormenores, e potenciais postais turísticos da vila cada vez mais dormitório e pachorrenta.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Braga Ambiental-Radical

O fenómeno de adesão às BUTE's da Universidade do Minho tem tanto de bem intencionado como aparentemente ridículo e disparatado. Será até radical, e apenas pela adrenalina. Braga deve ser a cidade mais mal-adaptada a ciclistas. Tem dos piores índices de atropelamento de peões e biciclar por aqui é correr num campo de minas.

E não admira. Os passeios são parcos em tamanho, cheios de cuspe e cocó de cão, ocupados por carros nas ruas, que apesar de construídas recentes, são estreitas como ruas medievais. Para não falar da colina íngreme que é a encosta onde se puseram os complexos pedagógicos. Talvez fossem adequadas umas bicicletas de montanha. É que Braga não é propriamente Aveiro ou Utrecht. Enfim, viva o ambientalismo pop , bonito como balões largados num hectar de cactos ou trenós para deslizar montes alentejanos. Talvez se pensasse em fechar ruas completas e frenar o trânsito automóvel de uma vez por todas, abrindo a cidade a uma atmosfera nórdica.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Pesadelo Violeta-Cinza


A Associação ASPA promove a eleição das 7 maravilhas e pesadelos de Braga. Não sou bracarense de nascença e fui para Braga já as gónadas tinha maduras (se calhar por usar), mas incluir o Novo Theatro Circo na lista de pesadelos deixa-me intrigado.... Será que não queriam uma sala reastaurada mas adaptada e funcional, com conforto e com um toque de modernidade (alás estamos já no Séc. XXI) preservando o que de melhor tinha a sala antiga? Ou queriam um museu?


sexta-feira, 16 de março de 2007

A Brasileira: 100 anos de café e carrancudos

Não fosse dos locais, se não o local, que mais aprecio e gabo em Braga, tão pouco me lembraria de o referir hoje. A Brasileira no entanto merece-a porque sempre me polvilhou a vida, nos bons e nos maus momentos por cá, de um aroma de café genuinamente puro e um atendimento rude e peculiar que por si só, e ao contrário de muitos locais, faz romaria. E que bem que é ser insultado enquanto nos servem o expresso, que tanto me confundiu com o "de saco" da primeira vez naquele antro de folclore urbano, e nos arriscamos a levar com o pacote de açúcar arrebentado nas calças e nas bentas. É isso e aquele olhar de desprezo em boas-vindas.
No entanto, este belo espaço do turbilhão social bracarense, arrisca-se a ser renovado por gente simpática e pelo restauro em si. Prometem manter a traça original - aliás este espaço é um tesouro de art-déco raro - mas que não mudem as máquinas de café, nem os moinhos, e por favor, não abandonem a indumentária rígida nem sorriam demasiado...