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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Roupa Suja

Por obrigações públicas maiores não vi o forrobodó em redor do Lar e Creche da A.R.C.A. no Você na TV. A guerra é longa, disse o que tinha a dizer e lamento que o processo se tenha arrastado desta maneira, ainda que não esteja nada surpreendido. São incontáveis os outros negócios que ficam pendentes pelo mesmo tipo de inércia de licenciamento por parte da Câmara. Ainda que ache a localização do equipamento um tremendo erro desde o início, desejo a valência disponível, a bem dos futuros utentes, o mais rápido possível. E para isso qualquer fórmula para acelerar a abertura é legítima. Mesmo levar o caso ao programa da Cristina e do Goucha. Agora (e só sei disto de ouvido ), colocar o número em rodapé, à espera de uma chamada em directo do presidente da Câmara Municipal com esclarecimentos, é ser-se crente. Não estava a ver o presidente absoluto da distrital bracarense e membro importante da Comissão Nacional do Partido Socialista a lavar a roupa suja para uma plateia de domésticas.

[guardo mais comentários para depois de visualizar o programa gravado, coisas da Meo]

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Hmm, nhami :)

Praia Pluvial do Caneiro I

Praia Pluvial do Caneiro II

A outrora límpida e solarenga praia fluvial do Caneiro, postal ilustrado de Arco de Baúlhe, parece agora um cenário retirado de Charlie e a Fábrica de Chocolate. Antes fosse cacau...

fotos de Paulo J. Vieira

Adenda: Há minutos fui informado que as águas já corriam "limpas".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Forca da Mudança



Numa Câmara Municipal trabalham dezenas de trabalhadores em regime de contrato de trabalho a prazo, tarefeiros, por meia dúzia de horas que lhes paguem à linha d'água algumas das despesas da vidinha corrente, se não devagar, parados em redor de papelada,e distribuídos por cada vez mais gabinetes e ainda mais papelada e burrocracia.

Em vez de se facilitar a livre iniciativa e a criação de emprego (qualificado e gratificante) com a descomplexação do sistema de licenciamento, apostando mais na dinâmica de uma assembleia municipal como logradouro da discussão de assuntos e projectos da comunidade, o poder autárquico centra-se antes em si próprio, assentando sobretudo no exercício autocrático e autista de um executivo camarário. E este só se vê preocupado em fazer das suas iniciativas, obras de regime e protocolos ( sabem-se lá os motivos) mais um filão para o sorvedouro de dinheiro distribuído em cunhas e desenrascadelas no cada vez mais atulhado organigrama camarário e instituições privadas comprometidas. Mas no mercado de votos que a Democracia se tornou, é só mais uma estratégia para a capitalização do eleitorado, sabe-se lá à custa de que futuro.

Irónico e triste como a precariedade se tornou panaceia para fazer curtas as rédias de um socialismo cada vez menos democrático e mais próximo daquilo que o socialismo nunca devia ser, populista e, com isso, redutor do potencial de cada um à escala do mínimo garantido.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Água Turva

O Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas (analisado em alguns pormenores pelo Blasfémias) revela o descalabro na gestão empresarial do Grupo Águas de Portugal. Entre erros na internacionalização do grupo, pela mão da diplomacia, aponta-se também a excessiva fragmentação em unidades empresariais que não conseguem ter sustentabilidade no mercado que ocupam, devido aos elevados custos de extracção e tratamento de águas para consumo público, seguindo normas europeias.

Ora aqui se descortina uma das causas dos preços elevados por m3 da água em Cabeceiras de Basto. Os custos de manutenção do sistema exigidos para assegurar os parâmetros de exigência de qualidade (fiando-me que a autoridade de saúde concelhia tem sido competente e atenta) têm um valor base comum qualquer sistema de igual tamanho, a diferença é que por cá o mercado não é grande o suficiente para que haja um retorno suficiente, a preço mais baixo, que cubra todos gastos de quer de extracção, quer distribuição, na construção e reparação de condutas. A que se somam os custos associados pela dispersão urbana, o desordenamento da construção civil, com casas e prédios nos quintos...

Pode-se, quanto muito, optimizar por tabela os preços por cabeça, cobrando menos por m3 em famílias numerosas, mas a não ser que o abastecimento seja garantido por uma empresa supra-municipal que nivele os preços por baixo, repartindo o mal pelas aldeias, teremos de pagar a paroquialização da rede de água. Ou isso, ou então Cabeceiras dobrar de população - o que eu acho difícil com tal taxa de natalidade e tanto asco a imigrantes...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

"Autarca leva instituição a consumar negócio ruinoso"

Um Verão Quente perto de si, mas em Braga.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Emendas pior que sonetos

A prática corrente de adaptar a Lei ao Urbanismo, em vez do Urbanismo à Lei, é um exercício de administração municipal irresponsável. Pior, é anti-democrática e contrária ao Estado de Direito, porque legitima o crime, promovendo o erro contra os interesses dos cidadãos, sob o pretexto de que os abusos dos prevaricadores têm sempre uma perspectiva de perdão futuro, no enquadramento de Planos de Pormenor ou PDM's constantemente modificados para esse mesmo efeito.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Faz-se a fiado

Por vezes queixo-me, e não é coisa exclusiva minha, de que um dos maiores entraves ao crescimento e proliferação de PME's (pequenas e médias empresas) é a má tradição portuguesa do fiado e que se sustenta numa justiça perra que dá vantagem aos devedores. Sem dinheiro para as despesas correntes fica a geração de emprego abortada de raiz , a não ser que os empresários dêem o pescoço à banca, esta de instrumentos bem mais poderosos para não lhes ficar à espera da amortização. Nesta guerra, cresce a quantidade de desempregados e o fosso económico...

No contexto, o Estado publica listas de caloteiros - e bem!- como o vendedor de jornais do Campo do Sêco. E nestes editais do fiarada caem também órgãos de poder público, na própria esparrela, como a de ter a câmara municipal do meu concelho, entre muitas outras, por estes ou por mais antigos motivos, por atraso dos fundos e transferências, a não dar o exemplo de bom pagador, a tempo e horas.