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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

marcas de baúlhe | a garagem

garagem do arco, dentr

património de interesse municipal. não é, mas devia. a velha "garagem" tem um valor arquitectónico e afectivo importante para as gentes de arco de baúlhe e arredores. a festa organizada pela a.r.c.a. há 2 semanas denunciou um diamante da arquitectura industrial que se escondia no abandono e na indefinição. a estrutura de madeira que suporta a cobertura daquele espaço é de uma bruta beleza que já rareia por aqui. a este se junta o café stop, encerrado há vários anos, que já se chamou "arcádia" nos anos 50. 

foi estação de serviço aberta 24 horas por dia, pouco depois da (relativa) massificação do automóvel e da abertura das novas estradas nacionais pelo estado novo. foi sobretudo ponto de encontro principal da vespertina sociedade arcoense e de tudo quanto eram estratos sociais. é certo que o seu futuro pertence aos proprietários, que a tem disponibilizado de boa vontade à comunidade. melhores fossem os tempos, e imperaria a sua recuperação, quiçá remendando à origem as alterações (sobretudo na fachada) a que foi sujeita. até lá, é uma nobre sala de eventos alternativa à burocratizada "casa do povo".

sábado, 5 de junho de 2010

Bem Haja

Ferro de Engomar de Arco de Baúlhe

aos proprietários, por não terem cedido à tentação de demolir e optarem por recuperar (ainda em fase de acabamentos) este emblemático edifício de Arco de Baúlhe, carinhosamente apelidado de "Ferro de Engomar".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Marcas de Baúlhe | "Manel e Maria"

Painel Azulejo: Manel e Maria

O painel de azulejos que encima o Largo da Serra, é um verdadeiro ex-libris da vila. Muitas vezes ignorado pelos arcoenses, a obra é um belo postal de Arco de Baúlhe, digno de uma foto para qualquer forasteiro de passagem. Não obstante, está degradado. Devia por isso ser recuperado, protegido e dignificado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marcas de Baúlhe | Serração José Guilherme de Sousa & F.

serração arco de baúlhe

Quem descer a Rua da Recheira nota que a velha serração que acordava o burgo pelas 8 e enchia os olhos de serrim a transeuntes, está a ser desmantelada. No lugar, sem novidade nenhuma, hão-de fazer-se apartamentos e lojas. Desconheço o projecto entrado na câmara para licenciamento, mas seria uma pena se não preservasse algumas das paredes que fizeram a história da indústria da madeira em Arco de Baúlhe.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Marcas de Baúlhe: A "Casa do Povo"

Centro Cívico em Arco de Baúlhe

Antiga moradia do arcoense ilustre Júlio Henriques, sede da Casa do Povo, durante o Estado Novo e democracia em diante, Posto de Saúde da vila e por fim sede do Centro de Emprego das Terras de Basto, este edifício sofreu um aparatoso incêndio em 2006. A tragédia no entanto abriu portas a uma requalificação - envolta em polémicas sobre quem devia fazer lá sede - de modo a entregar o espaço de novo à comunidade.

O resultado está aí: um Centro Cívico quase pronto a ser inaugurado após 3(!) anos de empreitada, com diversas valências, entre as quais a ansiada sala polivalente no andar de cima, de onde sobressai no exterior aquela corcunda, que já não terá plateia em declive, para melhor aproveitamento do espaço. Apesar de eu achar pouco ambicioso o auditório-que-já-não-vai-ser-auditório, este será um palco privilegiado para muita da dinâmica cultural e cívica dos arcoenses e não só. Isto se qualquer actividade estiver livre da obrigação do requerimento e do ofício, demandas que, só por si, seriam um insulto à inteligência e ao sentido de responsabilidade dos arcoenses e das suas instituições.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Marcas de Baúlhe: O Prédio "Ferro de Engomar"

Prédio "Ferro de Passar" de Arco de Baúlhe

O esguio prédio em verdete, de janelas e persianas verdes, com aqueles floreados de ferro na varanda e o candeeiro a lembrar séries de detectives, é uma das imagens de marca de Arco de Baúlhe. Ergue-se a meio da Avenida Capitão Elísio de Azevedo e tem um carisma do seu tamanho. É dos edifícios contemporâneos que mais gosto na vila...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Marcas de Baúlhe: A Mercearia Gualdino Freitas

Anúncio da Mercearia Gualdino

Em pleno Lugar da Quinta, o anúncio da Mercearia do Sr. Gualdino aparece ladeando a estrada como pintura rupestre, a desvanecer com o tempo. O negócio está há muito fechado, já mesmo antes da morte do proprietário, que o moveu ainda para uns fundos mais discretos algures ali ao lado. De qualquer modo, a fachada ilustrada é o registo de um passado não muito distante, quando as miudezas se vendiam a par de canecas de vinho tirado directo a borbulhar da pipa, cujo o odor se misturava com o cheiro de grão e da poeira. Mesmo que conte apenas 26 anos, ainda me lembro de ver o sr. Valente encostado na soleira da porta, olhando quem passava, ora mulheres com fardos em pedestal ora os carros que desciam a apitar casamentos e vitórias do Desportivo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Marcas de Baúlhe: A Chaminé da Cerâmica

Chaminé da Cerâmica de Arco de Baúlhe

A chaminé da velha cerâmica de Arco de Baúlhe, arrisco-me a dizer, é a única estrutura industrial do género no concelho de Cabeceiras de Basto. Sempre que se chega aqui descendo a auto-estrada, surge altiva pelo lado esquerdo como que a saudar e dar boas-vindas. Pela sua imponência carismática, a singularidade e pela memória que retém de uma actividade que já empregou muita gente na zona, a sua preservação impõe-se. Estou sinceramente a ponderar fazer a proposta à assembleia para elevação da mesma a património de interesse municipal.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Marcas de Baúlhe: A Fachada do Talho Novo

talho novo final

Começo assim o primeiro de uma série de posts sobre o património despercebido de Arco de Baúlhe que eu gosto, cujo aproveitamento e requalificação dariam muito valor acrescentado para o potencial turístico da vila e para auto-estima dos arcoenses.

A fachada do antigo Talho Novo (agora: Talho do Arco) é um belo exemplo disso, pelo apontamento arquitectónico rude e cru, de vermelho sangue, com 3 ganchos, onde antes se penduravam carcaças cabeças de porco e de vitela, a ladear as duas portas (actualmente alteradas) que terminam em duas bandeiras arcadas de ferro com as iniciais "C.M" - não posso precisar, mas suspeito que correspondam a "Câmara Municipal", talvez por antes ter funcionado ali um Matadouro ser ainda propriedade do município . O tolde colocado, para que o sol não invada de violento o interior do espaço comercial, tapa ainda parcialmente o engraçado letreiro/anúncio que inclui a ilustração mórbida de uma sorridente cabeça de vaca...


*texto rasurado pela devida correcção dada por um comentador com mais conhecimento de causa.