
património de interesse municipal. não é, mas devia. a velha "garagem" tem um valor arquitectónico e afectivo importante para as gentes de arco de baúlhe e arredores. a festa organizada pela a.r.c.a. há 2 semanas denunciou um diamante da arquitectura industrial que se escondia no abandono e na indefinição. a estrutura de madeira que suporta a cobertura daquele espaço é de uma bruta beleza que já rareia por aqui. a este se junta o café stop, encerrado há vários anos, que já se chamou "arcádia" nos anos 50.
foi estação de serviço aberta 24 horas por dia, pouco depois da (relativa) massificação do automóvel e da abertura das novas estradas nacionais pelo estado novo. foi sobretudo ponto de encontro principal da vespertina sociedade arcoense e de tudo quanto eram estratos sociais. é certo que o seu futuro pertence aos proprietários, que a tem disponibilizado de boa vontade à comunidade. melhores fossem os tempos, e imperaria a sua recuperação, quiçá remendando à origem as alterações (sobretudo na fachada) a que foi sujeita. até lá, é uma nobre sala de eventos alternativa à burocratizada "casa do povo".








