terça-feira, 31 de julho de 2007

Com o Fim-de-Semana para proclamar a Comuna de Lisboa

Abalo agora uns dias para o Alentejo.
Boas férias para os que na Póvoa do Varzim, amontoados como gnus, deixam Braga um deserto em Agosto.

Variantes e Perspectivas Variáveis V

*
Pelos vistos o Professor Marcelo, engonhador de Domingo à noite, também concorda comigo na pertinência da conclusão da Variante do Tâmega
Pena que nestes anos de ligação à Assembleia Municipal de Celorico, e com governos laranja pelo meio, uma coisa de quase 17 anos continua em àguas de bacalhau.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

A canção na metáfora deste mundo de merda

Bloguistas de Basto Uni-vos!

Onde estão os outros Blogs de Basto? Os que há e os por criar? Há que fortalecer este que é o 5.º Poder, já que o 4.º, e os outros todos, não funcionam lá grande coisa...

*

O Desabafos de José Magalhães. Bem-vindo.

E mais um blog de um bombeiro. Parece que esta é a estação deles.

Golpes de Vista Curta

O misterioso A.C., que assina a coluna "Golpe de Vista" do Ecos de Basto ,teve um espasmo intelectual, ao chegar à conclusão de que as escolas de aldeia fecham porque não tem crianças... Brilhante! E ficamos muito mais esclarecidos no que toca à justificação das reformas no Sistema de Ensino. É que, pelos vistos, parece ser só mesmo isso.

Do que se esquece A.C, é que a verdadeira Reforma da Educação em Cabeceiras de Basto, como no País inteiro, a ser municipalizada, pode contribuir, como farinha de cânhamo, para ao engodo da angariação partidária. É que os quadros de professores e funcionários, quer queira A.C. quer não queira, tendem a ser escolhidos mediante o interesse militante e em compensações pela fidelidade na campanha e não pela exigência e pela competência dos contratados.

E basta ver os recentes episódios da picardia partidária pelas rédeas nas direcções de certas escolas de agrupamento. Esta "esgrima "continua pelos quadros acima, todos eles. É de onde brota a charruada do costume. E enquanto for assim, ninguém pode ficar muito descansado com a qualidade do ensino para os nossos filhos - e ainda não tenho nenhum... Esta vai continuar apalermada, a servir mais para pagar salários de fiéis de fundos que para melhorar e aumentar a reserva de conhecimento dos portugueses. Felizmente que este entra, com algum lixo, a rodos com a Internet e pelas fronteiras arreganhadas que o Espaço Schengen, felizmente, proporciona.

Mas isto para não falar do absurdo de escolas que ficam por encerrar - sim eu defendo o encerramento das desumanas escolinhas de aldeia . Enfim, vamos ter uma catrefada de centros escolares para engrossar... a área das influências. E mais uma vez em prejuízo de uma educação desde o início diversificada, com as áreas complementares: de artes plásticas, teatro, música, cinema e fotografia, civismo, línguas estrangeiras, multiculturalidade e diversidade, educação para a saúde; e em que os alunos seriam cada vez mais responsabilizados e centrados no sua própria formação. Pelo contrário, investindo muito pouco na rede de transportes escolares -nas vias e na qualidade dos autocarros e carrinhas - vai continuar a desigualdade de oportunidades das crianças do concelho. Nas vilas: privilegiadas, na minimização do prejuízo; e no restante concelho: é o que se sabe....

Mas a A.C. só lhe compete fazer a defesa e o ataque no crossfire do comadrio da politiquice em Cabeceiras.

Duas boas coisinhas deste último ano


Sérgio Godinho, o melhor compositor e escritor de canções que sobrou dos anos da intervenção. E Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, neste Cimbal Rush que é como quem lambe o indie rock do futuro.

domingo, 29 de julho de 2007

Cabeceiras: Encanto Desnaturado

Num destes dias conversava animado, com alguma inconformação pelo meio, com um amigo e entretanto vários sobre o que se tem feito do meu concelho. Vai-se gabando a beleza natural e hospitaleira. Dos cheiros de erva fresca e terra em estado puro. Dos verões quentes como tudo e a chuva a pentear a serrania, a lavar o musgo das casas de pedra. Dos casarões fidalgos e dos seus brasões indecifrados. De toda aquela ingénua e natural beleza que encanta pela réstia pura das tradições e dos traços de personalidade destas gentes.

No entanto escasseia como espécie em vias de extinção. Tudo isto, no entulho obcessivo do desenvolvimento cinzento. Basta descer aquela avenida, de Sá Carneiro (salvo o erro), que atravessa as traseiras do mosteiro e ver como se enclausura o monumento à força do crescimento desenfreado. Dos edifícios, dos muitos que se extendem até à Freita a crescer como numa estuda de morangos encardidos, conhecem-lhe os preços exorbitantes, mas da qualidade muito pouco. Tudo à custa do esvaio das aldeias em redor. É o custo pela melhoria das condições de vida(?), pelas escolas e pelos bares, pelo comércio e indústria - tolhidos!, pela proximidade ao emprego e às suas agências.

Não tarda nada, e a toda a força para coroar o regime, está a vila tornada cidade, com tudo esquisso em derredor, em desfavor de uma evolução sociocultural e económica coerente e sustentada, em equilíbrio com todo o concelho. É esta desnaturação galopante que, associado aos vícios provincianos e aos poderes públicos demasiado metidos no quotidiano das pessoas e os partidários demasiado metidos nas picardias entre si, torna o futuro do concelho uma desencantada incerteza.

Tristezas deste dormitório de Espanha

Continuo a achar lamentável e desolador que um concelho, que tanto gosta de gabar a obra e o betão que lhe cresce, continue impávido quando aos fins de tarde de Domingo se vêm dezenas dos seus trabalhadores a amontoarem autocarros (ou camionetas...) para ir trabalhar para Espanha. durante os dias úteis. É esta, sem dúvida, a grande derrota dos políticos e das suas políticas de encher o olho.

Do Casamento Civil

Eu às vezes vejo o casamento como o tabaco. Toda a gente lhe conhece os vícios, as rotinas e os malefícios. Não fumo e tão pouco vejo grande interesse em casar-me. Mas havendo a instituição do casamento na realidade - como a do tabaco - não vejo porque negá-la a quaisquer adultos esclarecidos.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Variantes e Perspectivas Variáveis IV

Chamo atenção para este texto de Francisco Rodrigues, no Mesa da Ciência- e peço-lhe as desculpas devidas pelos dias de atraso - que é um bracarense apaixonado por muitas e estimadas maravilhas deste concelho:

E cresce esta Blogosfera de Bons-Vizinhos




É bem-vindo o Marco Gomes no seu Remisso.

Este pequeno intervalo

Caros leitores assíduos das minhas deleitosas e apaixonadas reflexões e espasmos de alma:
Não estranhem o silêncio destes dias, pois ando por Braga a preparar o concerto da banda de que faço parte, The Ment [que ironicamente metafórico...], e estou com raro acesso à internet. Já agora estão todos convidados a assistir a este devaneio [as músicas no link no myspace não devem ser muito convidativas mas é mesmo das condições de gravação :) ], amanhã (Sábado) pelas 22horas no Baco Bar em Braga. É só seguir o croqui:

Hospitalzinho de Aldeia II

Num destes dias, foi a algazarra em Vieira do Minho. Do pregão do presidente da Câmara, padre e no seu direito, diabolizou-se o ministro da Saúde e a seu apocalíptico encerramento dos SAP’s. Vá lá, que berraram pelo SAP e não pelas “urgências”, como muito se gosta de dizer noutros concelhos. E dessa conversa estamos falados. Só não gosto de ouvir as pessoas enganadas e levadas pela ignorância. Isto, para além de ser um insulto desta classe política, a elas e a si própria.

Entretanto, no Centro de Saúde de Cabeceiras, ergue-se o Internamento Público do “Hospitalzinho” - que vai servir, vejam lá, como uma espécie de unidade de cuidados continuados para um ou outro doente mais aborrecido que se tenha casa - e grande parte da classe médica cabeceirense continua a brincar aos internistas, desfigurando o seu real papel e função como médicos gerais e de família. Estes, que deviam ser pró-activos na sua comunidade, incutindo uma cultura de responsabilização das pessoas pela sua saúde e consciencializando-as dos gastos exacerbados que dão ao sistema pelo correrio das aflições na sua hipocondria ingénua. É este aparar-do-pião que resulta num sem-número de recorrências escusadas aos serviços de saúde, de caríssimos exames complementares de diagnóstico pedidos à fartazana (TAC’s, Análises de sangue e urina, osteodensitometrias e por aí em diante) e da prescrição desinibida de medicamentos que dá na imperfeição de termos um Serviço Nacional de Saúde que não contempla a medicina dentária. Enfim, mente ingénua em corpo hipondriaco e sorriso assim p'ró medieval...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Dado e arregaçado

17 freguesias dá, uns óbvios, 17 presidentes de junta, eleitos por 17 listas com uma média de 17 listados. Ganha-se as eleições porque os listados valem uma multiplicidade de votos. Berra-se ao alto com as bandeiras!

A cidadania do voto, dos listados e respectivas famílias, paga-se com entradas em quadros públicos e alguns privados (daqueles que se podem controlar com a dependência do carimbo), ou então, para os mais caseiros, com umas inscrições em cursos de formação profissional. Destes reparte-se o dinheiro europeu a rodos pela metade dos que, por cá, deveriam ter direito. Dado e não responsabilizado, a burocratas, formadores e formandos, como caridade. Ninguém avalia os retornos. Resultado: a promoção da incompetência e o marasmo intelectual, social e económico.

Eu até que nem queria ser arcoista

...mas vivo no Arco e tem de ser.


Mas vamos lá a isto, como se eu morasse na Praça da República: faz-se uma variante à autoestrada, para lhe tirar o protagonismo, e asfixia-se o crescimento da vila arcoense no embargo de um plano urbanização parado. Dá-se-lhes uns equipamentos, espalhados no meio das ervas a crescer, para agradecer o apoio democrático de sempre e as folgadas vitórias. Grita-se aqui D’el-rei que não se faz nada por lá porque entretanto as pessoas estão demasiado cansadas pela colagem a estes e aqueles. À bovinidade instalada, alimenta-se-lhe a pequeneza. Põe-se os poucos arcoenses às turras porque dali só se descortinam libertinos birrentos e acusa-se a intransigência com o mal-agradecimento. Qualquer dia, até desaparecem no meio de pavilhões industriais, lixo e silveiredo.

Pode ser que sim. Mas o Arco liberal não se dá com o autoritarismo de esquerda ou de direita, nem com a abominação autista das instituições públicas. A vilazita, de agricultores e taberneiros, crescida em redor de uma rua de pensões, à custa de forasteiros, circos ambulantes, prostituição, artistas naive, burros de carga e camiões viveu sempre na sua loucura, suportada pela iniciativa individual e dos mecenas. Isto porque, dos lados do "mosteiro" das famílias conservadoras salazaristas e cristãs, nunca conheceu grandes apoios e sinceros elogios, nem tão pouco compreensão. Poucos conhecerão a história por de trás de uma Escola Profissional de Fermil que deveria estar em Arco de Baúlhe ou do baixar-de-calças aquando do encerramento da linha do Tâmega...

Mesmo assim, se abriram aqui pioneiros bares e discotecas, se fizeram bailes e grupos de teatro, cresceram bandas e se expressaram artistas. Ok, são agora uns preguiçosos orgulhosos. Talvez. Mas o espírito por cá vai, como que adormecido, afirmando a diferença. Virado mais ao resto da região de Basto - de Agunchos, Cerva e Atei (concelho extinto de que já foi parte) a Mondim Celorico e Canedo - com os quais os arcoenses sempre se deram bem e que sempre foi estranho aos do restante concelho, mais vidrados no Barroso e Gerês. .

Verdade é que Arco de Baúlhe continua a ser o grande torniquete da Região de Basto. Algo que deveria motivar muito mais, as gentes destes lados e que deveria ser tido mais em conta pelas forças políticas com vocação de Poder, que queiram realmente promover o progresso em todo o potencial do concelho. Infelizmente, dos caquéticos e teimosos quadros dirigentes partidários, já pouco se pode esperar...

O Mal Maior do Hi5

Clica na imagem e junta-te ao grupo!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Os Horrores de Cabeceiras de Basto: Nomeação Final

Toca a Votar, escolham 7, aí na coluna da direita...

domingo, 22 de julho de 2007

Iberismo é treta!

No contexto da União Europeia - esse sim o projecto que deve unir nações - a noção de fundir Portugal e Espanha só serve os nacionalistas espanhóis e os sebastianistas tipo cebola que olham o País vizinho como o salvador enevoeirado, do seu hedonismo pobretanas. É que é mesmo só como camisola, porque a esperança nas consequências políticas e económicas relevantes na "jangada de pedra" são, no contexto actual (e em qualquer outro de futuro), uma utopia pateta.

Antes se incentivasse ou desencravasse as relações transfronteiriças da raia, tantas são as suas afinidades culturais de centenas de anos de vizinhança e troca de dinheiros e fluidos.
à boleia do Avenida, claro!

Despertador de Cana Rachada

8, 8 e meia da manhã de hoje começa o griteiro de altifalante. Um para lá do rio, em Pedraça, e outro para cá, no Arco. Os dois a berrar pelo vale acima ranchadas e o falsete minhoto. Quem quiser dormir ou descansar a mioleira, que aguente. Não há parede que proteja o trespassar do som agudo e azoeirado. É abuso, e não há sardinha assada e caneca de vinho que compense esta violação da integridade do silêncio a que cada um tem direito.
É irritação da hora. "O que vale que é uma vez por ano".

sábado, 21 de julho de 2007

Toma lá, dá cá.

Há uma certa promiscuidade no financiamento associativo local. Todo ele é público, todo ele é irresponsável. Ou não responsabilizado. E não havendo mecenas por cá, sobra o dever de reciprocidade de agradecer, em jantares e presença física, a benificiência municipal em prol da estagnação dos retornos culturais, sociais e económicos das colectividades.

Universidades De Deus

Mariano Gago, é dos ministros que mais admiro - talvez por feio e gostar de kits de laboratório - mas a transformação das universidades públicas em fundações pode ser um erro gravíssimo porque expõe a ciência à perversão religiosa e moralista. Basta uns enriquecidos mecenas neocreacionistas investirem o dinheiro e os seus valores nas Universidades para que a deriva do Adão e Eva volte a ser base de discussão nas ciências naturais e o Deus de alguns homens volte a tomar o lugar dos outros homens todos.

Cabeceiras (de Basto) na Cama: Sexo nesta Democracia

Sentei-me ansioso e expectante pois esperava um professor com as letras todas. Comunicador natural. Fiquei abismado com o que vi e ouvi, porque conseguiu falar de quase tudo durante duas horas e meia.

Na plateia, alguns dos que se queixavam do atraso viram-se colados ao banco com o interesse. Eu, às tantas páginas falei e perguntei, e pelo meio da intervenção confusa, apontei o dedo aos partidos políticos na maneira como descartam a discussão dos assuntos, e deste em particular, num sentido de transformar a sociedade. Júlio Machado Vaz discordou. Eu fiquei com a mesma opinião, a minha.

Não se fala de sexo nem de nada. Há este proteccionismo das elites em relação à ignorância das pessoas. Porque não lhes diz respeito. E as pessoas vão-se habituando. E ali, fora os obrigados, poucos mais se contavam. E jovens, muitos poucos. Vão aprendendo pela televisão, pela Internet, e por lado nenhum. E entre eles... Da maneira que se aprende, por arrastão e como se as coisas tivessem de entrar pela cabeça dentro. Se calhar é assim, mas eu não o entendo desta maneira. Não se incute o espírito crítico e de confronto de ideias nas escolas, da exigência e do rigor. Colocam-se antes os saberes separados, no Português, Inglês, Matemática, Psicologia, Biologia, Educação Física... Não há um contínuo do espectro do conhecimento. Não se discute integradamente. É entre o saber ler e o saber contar. Nada de produtivo. Só os mais irrequietos vão mostrando excepções.

Responsabilidades? Os partidos, claro, a classe política e o monstro que alimentam desde 74. Fogem com dos temas fracturantes pelo medo que têm de perder votos e porque subestimam a cultura e a sabedoria as pessoas. Quase que não queriam discutir a IVG e agora quase que não querem discutir a Europa. Estupidez tão irritante quanto esta. E num à parte digo-o com todas as palavras: o Referendo à constituição europeia, pela discussão que se geraria, permitiria às pessoas saberem da importância que a União tem na sua vida, a beleza e o que de positivo pode ter para elas e para a Humanidade em geral.

Mas não. A classe política portuguesa, fica-se pelas obras e pelas intenções. E as boas ideias, esquematizadas e bem apresentadas, são muitas vezes decretadas por lei, mas quase sempre por regulamentar. Só para europeu e americano ver. Porque o actual clientelismo e inércia das coisas, toda esta máquina a combustível de mentalidade fóssil, sugere às pessoas que sejam o menos metidas possível. A colagem partidária torna as pessoas presas pelo papel de lacaio e pela vassalagem. E vive-se um patriarcado salazaróide legitimado pelos votos. Os assuntos grandes dizem apenas respeito aos políticos da cúpula. Eles resolvem, e mal, e o povinho que estranhe o que lhes cai em cima. Pergunto-me se é esta a noção que se têm de Liberdade...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Das laicas excursões a Fátima (IV)

Pedro Vieira no Irmão Lúcia

«não há coincidências. centenas, quiçá dezenas, de naturais de cabeceiras de basto vieram engrossar as fileiras de apoio a antónio costa na noite eleitoral. em reconhecimento do esforço, dois dias depois o autarca socialista daquela localidade é absolvido em processo de corrupção. margarida rebelo pinto é uma filósofa cheia de razão.»


*
Neste caso, acho que houve. Até porque estas excursões vêm-se tornando "normais "por aqui. Por outro lado publicidade foi tudo menos elogiosa. Foi uma trapalhada total, que nem a absolvição esperada - e qualquer pateta sabia isso - conseguiu compensar. E mal estaríamos nós de viver num país com estes reconhecimentos de esforço. Mais depressa emigrava...

Cabeceiras (de Basto) na Cama

Júlio Machado Vaz vai estar hoje em Cabeceiras de Basto, em Refojos, no Auditório Municipal pelas 21h30. Vem falar certamente d'«A Sexualidade, Conceitos e Preconceitos - Ontem, Hoje e Amanhã».
Eu costumo pensar que tal como um insuficente renal ou hepático, um insuficiente sexual não pode ser uma pessoa saudável. E ao contrário das primeiras, cuja fisiopatologia é mais importante, uma pessoa muitas vezes não usufriui da sua sexualidade, de uma forma plena e informada, por puro estigmatismo social, religioso, por tabu...
E que conveniente é falar de Sexo neste concelho, como em muitos outros, onde a educação sexual - da responsabilidade da sua comunidade, nas escolas aos centros de saúde - está completamente vista como inconveniente e negligenciável. Por cá, mais depressa se encaminham as pessoas para a Virgem de Fátima...
É que cidadãos sexualmente comprometidos não podem ser social, cultural e economicamente produtivos.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

E o Pinto Coelho aí tão disponível....

"... durante este espaço de 200 anos, os melhores períodos destes países, em termos de prosperidade económica, social e até cultural, não foram conseguidos sob condições democráticas, mas sob a autoridade de um césar. Para mencionar alguns exemplos, Salazar em Portugal, Franco em Espanha, Pinochet no Chile, Peron na Argentina."

Hmmm...

um raro post político do meu amigo joão martinho

"Mãe! Sou sou socialpopulardemocratacristão liberal de mercado..."

Sempre me fez confusão ver um Partido Social Democrata com colagem ao PP católico espanhol e ao conservadorismo liberal francês do UMP. Como me faz, um Partido Socialista colado ao centro (entre a esquerda e a direita) com um nome tão proletário, com gays, comunistas moderados e padres metidos dentro, a empurrar p'a um lado e p'o outro. Sobretudo, quando se vê na televisão pessoas, na sua inocência, a dizer que são socialistas com uma paixão espumada pela boca como se fossem do FCPorto. Enfim resultado destas mistelas que as maiorias absolutas obrigam e que emperram as mudanças para a frente. Coisa que não acontece na Espanha por exemplo - cada macaco no seu galho!
*
Por isso, cara Manuela Ferreira Leite. Tome conta de São Caetano. Defina o PSD ideologicamente, tire-o do armário e troque-lhe o nome antes que o partido se desfaça em indefinições. Sei lá, Partido Popular Democrata, Partido Democrata-Cristão, Partido de Centro-Direita-Realmente... Qualquer coisa. É um favor que lhes faz. O PS também ganha juízo e a sociedade civil agradece na ora de votar. Amén!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Não bastavam as Boxes do Campo do Sêco...

... a nova variante vem oferecer uma pista de corridas à comunidade tuning cabeceirense. E, já agora, possibilitar a candidatura de Cabeceiras de Basto a cenário do Velocidade Furiosa 3.

Das laicas excursões a Fátima (III)

João Miranda diz, no Blasfémias:


"Os idosos de Cabeceiras de Basto desorientados no meio da festa socialista lisboeta são sintomáticos daquilo em que o poder local, de esquerda e de direita, transformou o povo deste país: os reformados, os que precisam do subsídio disto e daquilo, os que pediram a casa no bairro municipal, os que nunca estarão suficientemente agradecidos pelo emprego dos filhos e da nora na câmara, os que esperam pela vaga para os netos na creche... estão sempre disponíveis para fazerem mais um passeio «daqueles da câmara» que os levam a Fátima, à Nazaré e se for preciso a um qualquer acontecimento partidário. Não queriam o estado social? Aí o têm na versão municipal. "

Margaret Thatcher tipo Sumol

Com a tão ansiada vinda de Manuela Ferreira Leite, já vamos nos anos 80.
É o País andar p'ra frente...

Sumo de laranja com "carónhos"...

Ligo a TV: surpresa! Como me fosse admirar... Mais duas ou três reportagens sobre Cabeceiras de Basto. Do abuso dos confusos idosos à absolvição do Presidente. A jornalista da RTP até lhe chama cidade - tantas são as obras e as gruas.
Fala um dirigente do PSD, a babar-se como miúdo a quem se lhe dá um Ovo Kinder (de Colombo) - deste, porque nessa tarde perderam o outro no tribunal. Fala alto, pleno de muita seriedade e muita autoridade moral (católica provavelmente). Enorme será, que certamente não mandariam velhinhos passear até Lx. No máximo punham-nos a jogar Playstation...

Trágicas semelhanças



Este aeroporto é em S. Paulo. Acaba-se de espetar um avião que aterrava na pista, rodeada de bairros, num prédio. É o Aeroporto de Cangonhas. Podia ser o de Lisboa.
É só para tirar a burka aos fundamentalistas da Portela+1.




A Enorme Cadela Leiteira

A confusão instala-se pois é por demais evidente o desmantelamento do sistema político-partidário português. Do show-off e da militância à serventia. Os partidos engrandecem e tornam-se agências de emprego, engordam e atabalhoam o Estado, as câmaras tornam-se os maiores empregadores dos concelhos, inventam-se postos e cravam-se tetas. Tudo mama de tudo que é de todos. Perde-se eficiência. Ganham-se gabinetes atrás uns dos outros, mais burocracia, mais burrocracia. Misturam-se competências e incompetências. Inventam-se empresas públicas, penosas, para aumentar as tetas. Tetas e mais tetas, umas atrás das outras, umas melhores que outras. Trocam-se os boys de teta sempre que a cabeça da cadela muda para laranja ou para rosa - sempre os mesmos, sempre iguais. Paga o país, com uma serventia pública maior que aquilo que parece, a emperrar a vida dos cidadãos normais, e dos tetosos também. Mais impostos. Move-se a cadela chupada até ao tutano, enorme mas magra, sêca e caquética. Ninguém vota. Porque parece que não vale a pena.

terça-feira, 17 de julho de 2007

TV Rural, o meu quê de Engenheiro Sousa Veloso

Num concelho onde o sector dos Serviços se afirma como o mais importante na economia local, há partidos que ainda funcionam como cooperativas agrícolas.
*

Das laicas excursões a Fátima (II)

Nas eleições autárquicas de 2009, se se verificarem vitórias do PS em Braga, Viana, Vieira do Minho ou Vila Verde, esperam-se também excursões de socialistas cabeceirenses para a festa, mas com paragens prévias no Bom Jesus, Santa Luzia, São Bentinho e na Senhora da Peneda...

Das laicas excursões a Fátima...

São o Ovo de Colombo do PSD local ,baralhado e impreparado como púbere virgem. Não é alternativa segura de momento, e nem sei se a há por cá. Mais depressa a laranja ejacula nas cuecas com tanta excitação e lá se vai a dureza das convicções antes da penetração nos Paços do Concelho. Ainda está no equivalente fetal do PS cabeceirense de 1993.
***
Mas uma coisa é certa: o Partido Socialista tem de começar a olhar para dentro e a remover certos vícios, parasitas e pólipos das entranhas, para evitar entrar num processo de putrefacção irreversível. Ou se renova ou vai definhar com fenómenos tipo Roseta.

Contra-Programação

A Emunibasto-Empresa Municipal prepara-se para promover, em Refojos (sede de concelho) a Festa da Saúde e da Solidariedade dos Idosos (tão na moda que eles tão...) neste fim-de-semana, sabendo de antemão que em Arco de Baúlhe há o Cortejo e Erguida do Pau da Bandeira. Já se esperam as excursões de toda a sociedade cabeceirense para o sempre igual estaminé de barraquinhas e encenações.
São tantos os eventos por cá que, na oportunidade, metem-se os todos no mesmo fim-de-semana. Visão abençoada esta. Só falta atrasar a Feira de São Miguel para o primeiro domingo de Setembro, não vão as Festas da Vila arcoense e a Romaria ter demasiada gente...

Na Sociedade Espanhola são homens...


... mas no Portugal católico e atrasado, ainda são aberrações pecaminosas. É a ignorância colectiva que faz "insólitas" estas pessoas e permite o assassínio livre e impune de outras.
***
Já agora: pode ser que a vinda de Júlio Machado Vaz a Cabeceiras de Basto esta 6ªfeira seja proveitosa para clarificar algumas cabeças demasiado confusas e duras por aqui...

Há portas de saída a ficarem muito pequenas...

As recentes peripécias da política concelhia mostram um concelho com uma vila, obsessiva e imobiliariamente arrastada para a Elevação a Cidade mas com um défice de transformação social, de debate e de civismo que não a tornam mais do que uma imensa aldeola.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ideias Peregrinas

Alguém me diga de quem foi a ideia terrorista desviar uma excursão da terceira-idade a Fátima directamente para o maior espectáculo de ridículo alguma vez proporcionado por secções provincianas do Partido Socialista.

Ou o Partido Socialista de Cabeceiras é um partido envelhecido

... ou há algo de estranhamente familiar nesta viagem ao Altis que me vai deixar ainda mais desiludido com certas práticas na política. Porque não quero pensar que um partido dito laico e repúblicano leva os simpatizantes de passeio a rezar a Fátima antes de os juntar aos festejos de uma vitória eleitoral.

domingo, 15 de julho de 2007

O lisboeta que há em cada arcoense

Nunca senti tão visível e eficaz a promoção do concelho e desta vila como nesta noite eleitoral na Capital. Um golpe de mestre...

Portugal não sei o que é, o resto é paisagem e a capital é um horto.

Das candidaturas a Lisboa pelos 2 maiores partidos, há os candidatos que não moram em Lisboa e os apoiantes do vencedor que vêm, em excursão, de Arco de Baúlhe e do Alandroal. Resultado? Estes fenómenos de aparelho e a enorme abstenção de lisboetas que percebem que o Paço Municipal há muito que deixou de ser deles.

Uma Lisboa entre Minho e Trás-os-Montes

Na Sede de Campanha de António Costa na capital, para a festa, era toda uma variedade de apoiantes e de todas as idades. Entre eles, alguns dos habituais "menos jovens", com sotaque cabeceirense e sem saberem o que lá estavam a fazer. Rodrigues Guedes de Carvalho ria-se no estúdio da SIC. À falta de Malafaia...

sábado, 14 de julho de 2007

Variantes e Perpectivas Variáveis III

A Estrada que liga o Concelho de Cabeceiras a Celorico de Basto e Mondim é de terceiro mundo. E enquanto a Variante do Tâmega é ignorada pelas hipócritas relações interconcelhias, resta este suceder de curvas e contracurvas. E quem quiser poupar tempo por atalhos, pouco piores que o pesadelo da estrada principal em si, é um desafio à destreza da condução e aos sentidos todos com uma quantidade de carros e carrinhas que aparecem como cardumes de arenques entre quelhos metidos em vinhedos e aldeamentos esquecidos. Entretanto, para mero capricho megalómano e porque o contexto de governo o permite, esta paisagem de Santa Senhorinha Basto(em cima, clique para aumentar) vai ser borratada por um enorme viaduto de alcatrão e cimento...

A Torre do Tombo Privada do Professor Marcelo

"A biblioteca de Celorico de Basto vive momentos dramáticos com o tsunami documental provocado pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. «Passámos aqui momentos muito difíceis no tempo das “Escolhas do Marcelo” e pensámos que o pior já tinha ido», contou-nos a bibliotecária, ainda em estado de choque. «Contudo quando hoje chegámos à biblioteca e vimos mais um camião TIR carregado de Directivas Comunitárias, Assentos e Acórdãos do STJ e do Tribunal Constitucional, jurisprudência do Supremo Tribunal da República Federal Alemã, a colecção completa I, II e III séries (1958-1988) da revista “Pateta” e ainda o vasto espólio da família Otto Von Bismmark [amigos do professor de Cascais] de literatura Prussa em neerlandês, voltámos a entrar em pânico». Visitámos o Pedro da catalogação que ainda se encontra na unidade de cuidados intensivos do Hospital de Braga. «Fiquei assim depois de ter sido obrigado a catalogar mais de 2.000 volumes do Boletim Oficial das Comunidades em letão» contou-nos. «Não volto a pisar aquela biblioteca nem morto!...», disse-nos na cama enquanto imitava o som do colibri. À margem deste processo corre em simultâneo uma petição no sentido de sensibilizar as autoridades nacionais para a necessidade de transferir o aterro sanitário (ainda em fase de projecto) de Souselas precisamente para Celorico de Basto."

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Obras de Santa... Paciência!


Há rumores de que uma certa conclusão de obra* vai ser esticada até próximo de determinada altura de 2009. Numa época em que é "normal" concluir-se obras e fazer-se-lhe a abertura festiva e protocolada...
Deve ser, provavelmente, para poupar nos gastos, em recursos e discursos, juntando-se o útil ao... desagradável "aborrecimento" de mais uma conveniente(?) expectativa. Entretanto, a Cultura pode aguardar mais 2 anos de gosma...
*1,2

Para quem estiver farto de Ratzinger...

... uma opção será a conversão à Cientologia: as doenças mentais são fraude...

[excelente post do De Rerum Natura]

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Juntas de Maldade

Os recentes casos de recusa de aposentação antecipada a doentes oncológicos, com grandes incapacidades, são o exemplo cruel de uma máquina pública cheia de incompetentes de cima a baixo, oleada por raros casos de sentido de Estado e de serviço ao País, mas envenenada por esta mentalidade de posto nomeado políticamente, como desígnio divino do laissez-faire. Esse funcionalismo público da cunha, caracterizado por uma perguiça imperturbável e totalmente insensível à vida das pessoas.

Variantes e Perpectivas Variáveis II

uns posts atrás referia-me à discussão e à opinião de muita gente acerca da nova Variante às EENN206/210. É certamente incompreensível a histeria alegre da gestão camarária e prensa associada. O facto é este, e é lamentável, que organizando-se um Fórum do Baixo Tâmega por cá, as coisas entre os concelhos que o compõe são de uma total fachada de relações e ambições comuns. E é ridículo que se faça festa por uma obra caríssima como esta que, podendo ter uma utilidade discutível, não é nada prioritária, para além de inestética ambientalmente. Isto quando a Variante do Tâmega, essa sim altamente benéfica e que nos é devida desde a decadência do cavaquismo, não está sequer adjudicada. Enfim, perpectivas muito asnas e umbilicais de algum visionarismo camarário, pela Utopia da "cidade média".
Para que não façam da minha irritação um soneto de bota-abaixo, diga-se que eu acho extremamente chocante a forma como despacham obras e equipamentos para Arco de Baúlhe, como se dessem uma côdea de riqueza a um bebé birrento. É que sem contexto, nem ordem (de ordenamento!!!) para crescer, a Vila contra-ponto à Sede de Concelho definha cultural e economicamente, como um jardim espezinhado. As opiniões arcoenses construtivas continuam envergonhadas, e menosprezadas, como vaginas. Opiniões de arruaceiros, Sr. Presidente? Vai uma gargalhada?

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Escravos de Carros


Aproveitando a foto roubada a este post sobre a Circular Urbana de Guimarães, repare-se : dentro da zona verde, o espaço do Guimarães Shopping reservado a lojas e a pessoas, uns 2 andares. Na zona delimitada a vermelho, o espaço reservado ao estacionamento de carros, uns 3 pisos, isto fora as estradas e viadutos na imagem... É o nosso mundo construído em redor dos automóveis, a prejuízo das pessoas...

terça-feira, 10 de julho de 2007

Os 7 Horrores de Cabeceiras de Basto: Nomeação

Depois das Maravilhas, segue agora a votação para os 7 Horrores de Cabeceiras de Basto, as minhas propostas são:





  • A "Colmeia" da Rua (Arco de Baúlhe)

  • A Avenida Cap. Elísio de Azevedo (Arco de Baúlhe)


  • A Rotunda da Europa (Refojos de Basto)
  • Edíficio Turismo da Praça da República

  • A Urbanização da Quinta do Mosteiro

  • O Centro de Saúde Cabeceiras de Basto

  • A Futura Variante Sobre Sta. Senhorinha

  • O Jardim e Largo da Serra (A.Baúlhe)


  • A Grande Muralha do Novo Campo de Jogos do DAB

  • Prédio das Finanças

  • Edifício do Retiro

  • Serrações no meio da Vila do Arco

  • Monumento ao Agricultor (Campo do Sêco)
Gostaria de mais 7 propostas dos leitores para seguir com uma votação de 7, de um total de 20.

Da Faia a Al-Karbala

Sai-se de casa como quem não tivesse grande coisa para fazer, e ainda menor vontade, mas sai-se porque o motivo era óptimo, mesmo que o contexto e a admiração quase que incomodem, mas é agradável vê-lo ali. Um filho da terra - da Faia em especial, de onde sou natural - ainda com a hospitalidade do sorriso e do abraço genuína, apesar dos relatos de vidas e corpos despedaçados: ali, numa sala cheia, fazendo ouvir-se no seu exemplo de humanidade, de coragem e de profissionalismo. O livro, ainda não li, mas recomendo-o como quem recomenda o que este canto tem de melhor para oferecer. De mim, Luís Castro - seguramente um dos 3 melhores jornalistas bélicos portugueses - pode ter a certeza que o seu "Repórter de Guerra" será uma minha companhia durante o Verão.
Abraço para ele.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Democratóides Paranóides

Isto fará confusão a quem lê, mas é quase isso mesmo, uma confusão. Pela blogosfera em diante falam-me de um país de autoritarismo, onde ninguém pode ser nem dizer, mesmo sem razão, o que lhe vier à mona. Neste país há bosta de cavalo a forrar o chão, é dos cavaleiros do apocalipse, falsos profetas vestidos de ministros e bestas do tamanho de aeroportos. E um gremlin em bicos de pés, a insinuar na oposição. Não há liberdade e nem se pode saír à rua, por outras questões além do calor. Há o medo medonho dos superiores e dos inquéritos que nos desnudam nas poucas vergonhas, os atrevimentos em dar à língua. Há um partido dito de esquerda, encostado à direita e sentado ao centro, que obriga doentes terminais a trabalhar até se apagarem - santa paciência!!!
Neste país, erguido íngreme sobre um oceano revolto, há uma televisão de Estado que dá a voz a fascistas e anuncia lobbis homossexuais e travestis com a seriedade de quem anúncia um genocídio eminente, que leva ministros e oposições a debate, sobre os temas mais pertinentes e os mais disparatados, e lava a roupa suja com eles. Há o desrespeito institucional cobrado com disciplina, estranhada com histeria. Há a serventia apontada em rotatividade conforme os governos que sobem e descem. Há aquele descontentamento perguiçoso, e na moda, de quem engordas as banhas em frente à televisão, a fumar e a comer como um sapo de subsídios. Os abades como putos obesos do pudim de todos.
Há o dinheiro da Europa deitado ao mar e às searas, as florestas de eucaliptos e os koalas na televisão. Há um Cavaco em retrato, em cada casa como um santo antoninho, com microcâmaras nos olhos e microfones nos dentes a vigiar-nos os pecados domésticos. É o país do medo onde dominam todos e não manda ninguém. Onde a Opus Dei vive casada com a Opus Gay, e com o filho liberal do coito interrompido e em missionário, adoptado sob o mesmo tecto. Onde os combóios e os aviões servem de arremesso e de catapulta de conspirações e magnatas dos interesses. É um rectângulo de cúmulo, onde todos vivem o fim do mundo porque o regime é de extrema-esquerda e é de extrema direita, como se governasse uma besta, não de 7, mas de duas cabeças - de Cunhal e Salazar.
Alguém me arrange um Cocktail de 25 de Abril/1 de Maior com uma rodela de 25 de Novembro, sff...

Entretanto, perdoei Jesus...

...e com legendas em espanhol.

sábado, 7 de julho de 2007

Salazarice no País das Maravilhas

Para animar a nostalgia entesoada das hostes conservadoras e nacionalistas portuguesas, nada melhor que um espectáculo excêntrico virado ao Mundo, presenciado pelas duas figuras mais austeras e autoritárias do poder político, um jogador de futebol idolatrado, divas do fado, o hino nacional duas vezes, desfiles de bandeiras ao alto a lembrar paradas da mocidade portuguesa e a eleição de 7 monumentos a Deus e à oligarquia. E tudo coroado pela exaltação um castelo cujo restauro, hiperbolado, foi obra maior do Estado Novo.
Andam a tramar alguma...

As 7 Maravilhas de Cabeceiras de Basto

Eleitas por uma votação massiva de 269 votos! - correspondentes a cerca de 40 votantes (frequentadores diários do blog...) - e que tiveram muita dificuldade em escolher perante tanta diversidade e imponência arquitectónica... Que sirva, pelo menos, para despertar alguma curiosidade...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Ora aí está, o Sistema de Triagem para Sodomitas: essa grande ameaça!!!

e a minha contribuição para o tema da semana na blogosfera.

A Maior Maravilha de Cabeceiras de Basto

Para lá das disputas das urbes. As 7 eleitas por votação até ao fim do dia de Hoje.

A Absoluta Deformação

O Partido Socialista está confuso e histérico. No outro dia, na discussão da trapalhada dos jeitinhos do aparelho, das confianças políticas e dos respeitinhos institucionais, ouviu-se pelo parlamento, mais do que nunca, os berros esperneados de um deputado socialista eleito por Braga. Perante o incómodo de tão má gestão dos casinhos das comadres que entrenham a Serventia Pública, Ricardo Gonçalves veio-se aos arames com as picadelas dos partidos de menor número assentos, a questionar esta recente vocação reaccionária de um partido que tanto se fairmou na luta pelas liberdades. Era como se falasse altivo e moralizador e de repente se-lhe caíam as calças.

No país das maiorias absolutas, estas pagam-se com descaracterizações absolutas.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Minho ao Centro II

Hoje discutimos - eu, o Pedro e o Hélder - a blogosfera e o papel desta no desenvolvimento e afirmação do Minho , no Rádio Clube Português minhoto.

É o boa sensação de ver uma região a olhar o seu próprio umbigo.

À atenção da restante comunicação social minhota e, em especial, a cabeceirense.

terça-feira, 3 de julho de 2007

O Coito e os Coitados

As forças do coito de frente, procriativo e forrado de pecado invadem agora a blogosfera e a mundosfera (que devem julgar quadrada ou plana) da sua cruzada de moralidade. Isto porque o coito anal, oral e manual que seja, é diabólico e anti-natura. O prazer, por quantos buracos há e entre buracos, pelo simples facto de existir é o ninho de doenças e a causa da infecundidade que alastra na Europa e a arrasta para a senescência...

O prazer, consentido e partilhado, pelo uso dos apêndices sexuais aliados ao maior orgão sexual de todos - o cérebro - é antes de mais, sinal de saúde. É como quem utiliza os rins para crivar o sangue das suas impurezas, refrescando-o, reabilitando a mente do veneno da amónia (metabolizada a ureia no fígado) e dos radicais livres. Libertam-se as almas das amarras, as mentes e as vontades do lodo dos problemas e das chatices. Vive-se e trabalha-se melhor, convive-se, animam-se-nos os dias e as hostes. Há lugar para um civismo construtivo. Para a paz. Os 60's que o digam.
Falta de sexo ou não saber fazê-lo, não tirar proveito dele, dá lugar a um acúmulo de raivas e de intolerâncias. Não se toleram as vidas dos outros, o prazer dos outros. Inveja-se a felicidade e o amor dos outros. É como se todos quebrassem as leis, porque se vive com os tomates doridos, o cú ou a boca por preencher e as vaginas betonadas de paredes frígidas. E tantos sorrisos nas bentas das pessoas com boa vida sexual incomoda como iPods na mão de surdos, quando não se os têm. Tanta frustração e crispação com as partes de baixo, aliados da irracionalidade do fundamentalismo religioso, dá origem a posts como este, este e este, e a atitudes como esta, esta, esta e esta. Como se o (bom) "Inferno" a se que condenam os outros, fosse da conta deles.


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Do "País Basto": As Divisões e as Vias


É uma região encravada entre Minho e Trás-os-Montes e, por isso mesmo, nem é carne nem é peixe. Cabeceiras de Basto, Celorico, Mondim e Ribeira de Pena partilham cultura e culturas, dos pratos de vitela aos vinhos verdes (Sub-Região Demarcada), sotaques e paisagens ambíguas, como se o granito e as montanhas íngremes transmontanas se pintassem do verde minhoto. No entanto é como se não existisse. A relação autártica é escassa e por vezes politiqueira. São concelhos de costas voltadas, uns virados para o Vale do Ave, outros para o Baixo Tâmega, outros para o Alto Tâmega. E da linha ferroviária, sobra um museu na coroa, em Arco de Baúlhe, com espólio regional e parte do museu nacional da Refer, aliás sede também do Centro de Emprego de Basto.

É por aí, parte da desilusão. As vias que as ligam, tirando a A7 que rompe as entranhas do Nó de Basto até Ribeira de Pena, são o atrasadismo das curvas, que nem a paisagem perdoa. Da Variante do Tâmega à Ferrovia com o mesmo nome, desactivada no apogeu centralista do cavaquismo, oferecida em compensação, só se lhe conhece o traçado de Amarante ao Celorico de Marcelo. Este, que em 97, ofereceu-se em paleio num comício do PSD em Arco de Baúlhe e que não deve morrer de muitos amores por isto. A Via Rápida ficou por ali e mais afastados ficamos uns dos outros.



Entristece esta Região em velocidades diferentes e em direcções opostas. A Edilidade Mondinense, por teimosia e por um centralismo exacerbado no investimento, esquece que é importante finalizar a via que liga a ponte da Barca, sobre o Tâmega, de modo a haver uma ligação de qualidade, rápida e segura, entre aos pólos urbanos cabeceirenses e ao próprio nó de Basto, logo ali ao lado. E urgente é também ligar Mondim a Celorico por uma via larga e de seguida, terminar a Variante do Tâmega, ligando-a de seguida à variante de Arco de Baúlhe, prevista para descongestionar a vilazinha estenosada pelas ruas estreitas e um trânsito viscoso. Tão simples, e proveitoso, quanto isto:



A Verdade anda pelas ruas do Porto

domingo, 1 de julho de 2007

O Minho ao Centro

1.º Encontro de Bloggers e Leitores de Blogues do Minho, no qual participei como representante da extremo-este minhoto, referido hoje no Diário de Notícias: